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Federação dos Trabalhadores em Agricultura lança 1º Grito da Terra Brasil no Rio Grande do Sul

Um auditório lotado com trabalhadores rurais recebeu as boas vindas da direção da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) na manhã desta quarta-feira (1º) durante a abertura do 21º Grito da Terra no estado.

A concentração dos trabalhadores rurais começou por volta das 6 horas desta quarta-feira (30), eles chegam de diversas regiões do estadoA concentração dos trabalhadores rurais começou por volta das 6 horas desta quarta-feira (30), eles chegam de diversas regiões do estado O presidente da Federação, Joel da Silva, destacou que o ato este ano está ainda maior que os anteriores. Segundo ele, muitos dos agricultores presentes estavam em Porto Alegre pela primeira vez.

Antes das 7 horas já havia mais de dois mil trabalhadores rurais mobilizados e os ônibus continuam chegando de diversas regiões do estado, a expectativa é que mais de 3 mil agricultores participem do lançamento do Grito da Terra.

Muitos agricultores apresentam os frutos do trabalho coletivo na terra como símbolo da resistência e em fomento ao fortalecimento da agricultura familiar. Diversas pautas são destacadas no ato, entre elas, a questão da sucessão rural, o fim da violência contra a mulher, a situação dos aposentados e assalariados rurais, além de políticas públicas como habitação rural, crédito fundiário, saúde no campo, infraestrutura e programas de apoio à agricultura familiar.

Os trabalhadores marcharão da sede da Fetag-RS até o Mercado Municipal de Porto Alegre, na região central da capital. Neste ponto encontrarão outros grupos de agricultores e vão expor os produtos da agricultura familiar.

O objetivo da ação no Mercado Municipal, ponto de referência na cidade, é conversar com a população e esclarecer sobre o trabalho coletivo no campo. Será feito ainda um comparativo de preços, onde os agricultores vão mostrar quanto recebem durante a venda dos produtos da agricultura familiar e quanto o consumidor final desembolsa para ter estes alimentos na mesa.

Durante a tarde os agricultores marcham em direção ao Palácio Piratini, onde vão esperar as respostas do governador José Ivo Sartori à carta de reivindicações entregue em 12 de maio.

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