Mais de 170 mil mortes pela pandemia que Bolsonaro classificou de “gripezinha”

O Brasil ultrapassou nesta quarta-feira (25) o impressionante número de mais de 170 mil mortes causadas pela Covid-19. Foram registradas 630 mortes nas últimas 24 horas, segundo informações do Ministério da Saúde em seu último boletim.

O relatório também indica que, de segunda a terça-feira, ocorreram 31.100 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19, e o total foi de casos chegou a 6.118.870.

A atualização indica ainda que cinco milhões 476 mil 18 pacientes recuperaram da enfermidade e outros 472 mil 575 permanecem em acompanhamento médico.

O estado de São Paulo continua sendo o foco principal do vírus no país, concentrando 41 mil 455 mortes e um milhão de 215 mil 844 casos positivos.

Desde o início da semana, especialistas alertam que o Brasil entrou na segunda onda da pandemia, constatando que o número de perdas humanas e pessoas infectadas aumentou sensivelmente a partir da segunda semana de novembro, após meses de estabilidade.

Junto com Estados Unidos e Índia, o Brasil é um dos líderes do macabro ranking mundial de óbitos e infecções pelo vírus no mundo.

Bolsonaro é o principal responsável pela tragédia sanitária. Desde o início ele negou a letalidade da covid-19, que comparou a uma mera “gripezinha”, se insurgiu contra o isolamento social, criticou as orientações da OMS e condenou inclusive o uso de máscaras.

Mais do que isto, o governo não investiu os recursos disponibilizados com autorização do Congresso Nacional para combater a pandemia, desperdiçou recursos com compras de medicamentos inadequados e tentou manipular as estatísticas sobre a evolução da doença, objetivo que foi frustrado pelo STF.

A conduta do presidente, um político de extrema direita, chegou a ser caracterizada por alguns juristas como um crime contra a saúde pública, passível de punição com o impeachment.

Com informações da Prensa Latina

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