Correios: Direção ataca trabalhadores e trabalhadoras para abrir caminho para multinacionais dominarem mercado

Neste sábado os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios voltam a se reunir em assembleia a partir das 18h. Em greve desde terça-feira (18), a categoria reivindica a manutenção do atual Acordo Coletivo conforme decisão do Tribunal Superior do Trabalho, que validou o acordo que deveria durar até 2021. Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se o Acordo será mantido segundo a decisão do TST.

A insatisfação dos trabalhadores com a atual direção dos Correios deu fôlego ao movimento grevista em todo o país. Sem respeitar a decisão do TST, a empresa conseguiu liminar no STF, que suspendeu duas cláusulas do Acordo Coletivo, entre elas a vigência do acordo que deveria durar até 2021. Baseado na liminar, os Correios iniciaram um processo de retirada de direitos alegando que a empresa enfrenta dificuldades.

Exigência do mercado

De acordo com a Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) a privatização da estatal é um dos compromissos de campanha do presidente Jair Bolsonaro. Segundo a entidade, é preciso retirar direitos, enxugar a folha de pagamento para atender exigência do mercado. A federação destaca ainda que além dos trabalhadores, a população, pequenas empresas e empresários nacionais, que usam o comercio eletrônico, serão prejudicadas com a privatização dos Correios.

“O governo federal e direção dos Correios estão dispostos a liquidar os Correios e beneficiar empresas como Uber, Amazon, etc, impondo a retirada de direitos históricos dos trabalhadores da categoria”, diz nota publicada no site da Findect. O que está em jogo é o comando do setor de logística nacional. “O que a população não sabe é que elas (empresas multinacionais) não atenderão a maioria dos municípios brasileiros e as periferias das grandes cidades, onde a entrega não dá lucro e o serviço é subsidiado”, alertou a Findect.

Railídia Carvalho com informações da Findect

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