Servidores paulistanos decidem manter greve e engrossar a manifestação das centrais na Praça da Sé nesta quarta

Em assembleia realizada nesta terça-feira (19) diante da Prefeitura, trabalhadores e trabalhadoras do setor público municipal decidiram manter a greve deflagrada em 4 de fevereiro contra a reforma da Previdência do governo Bruno Covas e participar em massa na manifestação convocada para esta quarta (20) pelas centrais na Praça da Sé, a partir das 10 horas, em defesa da aposentadoria.

Após a assembleia, os servidores realizaram nova caminhada pela cidade gritando palavras de ordem e esclarecendo a população sobre a importância da greve – que também tem como finalidade garantir que todos tenham serviços públicos de qualidade. Nova assembleia da categoria foi convocada para sexta-feira (22).

Reivindicações

Os grevistas querem a revogação da Lei nº 17.020/2018, que aumenta o desconto previdenciário do funcionalismo de 11% para 14%, e cria a Sampaprev, um fundo de Previdência Complementar, privado. A nova legislação foi aprovada durante as festas de final de ano, em período de férias escolar e desmobilização.

O prefeito julgou que a categoria iria engolir em seco, mas não foi o que ocorreu. A adesão à greve é crescente e reflete o descontentamento e a indignação das bases. Os trabalhadores também reivindicam valorização dos servidores e dos serviços públicos, nenhum confisco de salários e reajuste geral de 10%.

O prefeito anunciou a decisão de cortar o ponto dos servidores, buscando intimidar e enfraquecer o movimento. Mas parece que o tiro saiu pela culatra. A greve na verdade ganhou maior força após o anúncio. Afinal, os servidores estão exercendo um direito (à greve) garantido pela Constituição Federal a todos os trabalhadores e trabalhadoras, públicos ou privados, bem como por lei municipal. Todos os dirigentes sindicais que participam unitariamente do movimento criticaram a intransigência do prefeito, que não quer conversa com os servidores.

As centrais sindicais hipotecaram total solidariedade ao movimento grevista, que na opinião do presidente da CTB, Adilson Araújo, “tem uma importância crucial neste momento em que a prioridade da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiro é a luta em defesa da aposentadoria e da Previdência Pública, que Bolsonaro e Guedes querem destruir”.

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