Recessão na Itália mostra que União Europeia ainda não superou a crise

A Itália entrou oficialmente em recessão técnica depois que seu Produto Interno Bruto (PIB) recuou dois trimestres consecutivos.

No quarto trimestre do ano, o PIB caiu 0,2%, depois de uma queda de 0,1% no terceiro trimestre.

Uma recessão técnica é definida por dois trimestres consecutivos de queda do PIB.

O primeiro-ministro Giuseppe Conte disse na quarta-feira que esperava uma contração da economia no quarto trimestre, mas afirmou que espera voltar a crescer no segundo trimestre de 2019.

Em todo o ano de 2018, o crescimento foi de 0,8%. Antes da queda do PIB no terceiro trimestre do ano passado, a economia italiana teve 14 trimestres consecutivos de pequenos aumentos.

O recuo da produção foi atribuído pelos analistas a fatores como a desaceleração da economia europeia, especialmente da Alemanha, tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos e relutância das empresas italianas em investir.

O cenário italiano, deprimente, é um sinal de que a União Europeia ainda não superou a crise econômica que irrompeu em 2011 no rastro da Grande Recessão dos EUA, deflagrada no final de 2007. O declínio do capitalismo europeu é acompanhado de uma grave crise social, ofensiva contra o Estado de Bem Estar Social e ascensão política da da extrema direita, e com ela da intolerância, voltada principalmente contra imigrantes, ou seja da xenofobia.

Com agências

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