Petardo do Miro: Bolsonaro corta salário pela metade

Por Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Manchete do Estadão desta quinta-feira (19): “Governo permitirá que empresas cortem salários e jornada pela metade”. Bolsonaro é realmente um vírus. Além de enxotar milhares de médicos cubanos e reduzir a grana da saúde, o “capetão” ainda decide cortar pela metade os já míseros salários. Haja crueldade!

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Além de cortar pela metade os salários, o que agravará o quadro recessivo, Bolsonaro decide dar uma renda de R$ 200 aos trabalhadores na informalidade. O panaca acha que dá para sustentar uma família com essa merreca”? Quanto o abutre Guedes dará a seus amigos da cloaca burguesa?

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A pandemia do coronavírus evidencia que o capitalismo não serve à humanidade. O jornal Valor, dedicado à cloaca burguesa, informa friamente que “empresas nos EUA começam a demitir devido à crise”. E ainda: “Linhas de montagem param” e podem vitimar 150 mil operários no império.

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O mesmo jornal também notícia que “OIT prevê a perda global de 25 milhões de empregos”. Segundo a matéria, “quantidade e qualidade do emprego estão deteriorando rapidamente em virtude da pandemia, alerta a Organização Internacional do Trabalho”.

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Já no Brasil ultraneoliberal, sob direção do laranja Jair Bolsonaro e do abutre Paulo Guedes, as demissões também devem começar. Segundo a Folha, multinacionais dos veículos dão férias coletivas e preveem facões. O jornal cita a ianque GM, que já paralisou suas cinco unidades no país.

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Na unidade da GM de Gravataí (RS), que produz o Chevrolet Onix, carro mais vendido do Brasil, o clima é de pânico. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, as férias coletivas devem atingir cerca de 5 mil trabalhadores e o temor é de que elas antecipem as demissões.

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“A GM está dando férias para ajuste da produção, mas a gente sabe o que vem passando. Se isso [pandemia] não cessar, quebra o país. Eles não falam em demissão, mas já sabemos como foi em outros momentos de crise”, alerta Valcir Ascari, diretor do sindicato, prevendo o pior.

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Já a Mercedes-Benz dará férias coletivas de 30 de março a 19 de abril. Segundo a multinacional alemã, volta ao trabalho “vai depender da situação do país”. A montadora produz caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo (ABC paulista) e automóveis em Iracemápolis (interior de SP).

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Se os metalúrgicos já sentem os efeitos do agravamento da crise – pibinho e coronavírus –, pior ainda é a situação dos precarizados. Veja alguns títulos da Folha: “Diaristas sofrem com corte de dias de trabalho”; “Informal da periferia de São Paulo já sente queda no movimento”.

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Outros títulos dramáticos: “Ambulantes de Copacabana são atingidos por estado de emergência devido ao coronavírus; “Vendedor de souvenir ganha só R$ 25 por dia após coronavírus espantar turista de Salvador”. Diante do quadro dramático, o laranjal de Bolsonaro está perdido e inerte!

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Resposta de Holden Thorp, editor da renomada revista Science, ao imbecil Donald Trump, que pediu aos cientistas dos EUA urgência na vacina contra o coronavírus: “Você atacou a ciência nos últimos 4 anos, cortou verbas, chamou os cientistas de mentirosos e agora quer velocidade?”

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Em outro trecho, o cientista afirma que “ciência não se faz da noite para o dia, precisa de investimento e, sobretudo para uma vacina, precisa-se de tempo e investimento”. O editor da Science poderia mandar uma cópia para o imbecil que preside o Brasil e que é capacho do Trump!

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Os barões do agronegócio, que bancaram e apoiam o “capetão” escravocrata, devem estar preocupados com seus bilionários negócios com a China. Alguns gostariam de internar o filhote 03 de Bolsonaro, que está infectado com o vírus mental do império

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Como aponta o jornalista Olímpio Cruz, “nova onda de panelaços em 24 capitais é sinal de que a classe média abandonou o ‘mito’. Nas redes sociais, o bolsonarismo está sendo isolado numa bolha de radicais”. Para atazanar o “capetão”, o panelaço ainda repercutiu na mídia estrangeira.

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O “panelaço” foi tema das agências de notícias. “Reuters informa que o coronavírus provocou gritos pedindo ‘Fora Bolsonaro’. O material é reproduzido em mais de 2 mil sites em todo mundo, incluindo o New York Times. Inglesa BBC também destaca os protestos nas janelas das cidades”.

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