Olho na Conjuntura: Voto em Dilma contra o retrocesso neoliberal

AdilsonAraujo200p

O segundo turno das eleições presidenciais colocou o Brasil diante de uma encruzilhada. As urnas oferecem dois caminhos distintos ao eleitorado, o do avanço no rumo do novo ciclo político iniciado em 2003 com o primeiro governo Lula, representado pela candidatura da presidenta Dilma Rousseff, ou o do retrocesso neoliberal, que inapelavelmente virá com o concorrente tucano, Aécio Neves.

Ao longo dos últimos 12 anos os governos liderados por Lula e Dilma, pressionados e respaldados pelos movimentos sociais, promoveram mudanças substanciais no país através da valorização do trabalho e da nossa classe trabalhadora. Tivemos aumentos reais dos salários, especialmente do mínimo, que foi superior a 70%, a redução pela metade da taxa de desemprego, o resgate de mais de 30 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Cabe ainda destacar a nova política externa, que deixou de ser subserviente aos EUA, rejeitou a Alca e passou a priorizar a integração econômica e política dos países latino-americanos.

Dilma representa a continuidade deste ciclo mudancista e a possibilidade de novos avanços, com a realização de uma reforma política democrática, a elevação dos investimentos públicos em educação, saúde e mobilidade urbana, a concretização de demandas históricas da classe trabalhadora, como o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho e a reforma agrária, entre outras.

Já o tucano Aécio vai seguir o mesmo rumo de FHC, com um ajuste fiscal que significa recessão e desemprego em massa, a privatização dos bancos públicos e da Petrobras, a intolerância com pobres e nordestinos, a criminalização das greves e uma política externa que coloca o Brasil de joelhos diante dos EUA.

Essas são as razões pelas quais declaro meu voto em Dilma Rousseff, consciente de que estou optando pelo avanço e por um Brasil justo e soberano e dando minha modesta contribuição para barrar o retrocesso neoliberal.

Adilson Araújo é presidente da CTB. O texto original foi publicado no Olho Crítico ed. 04 em 23/10/14.


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