Brasil sem corrupção

Depois daquele triste sábado da prisão de Lula, o Brasil acordou sem corrupção. Lavagem de dinheiro, roubo, caixa 2, todo tipo de movimentação criminosa caiu por terra. E tudo isso foi jogado nas costas do melhor presidente de todos os tempos, Luiz Inácio Lula da Silva. 

Em contrapartida, o helicóptero de cocaína continua sem dono, o mensalinho do PSDB sem nenhum julgamento e até a ameaça de morte de Aécio Neves ao primo está no meio. Está tudo liberado. Além disso, não podemos esquecer o nacionalismo exacerbado diante do mais novo herói do povo: Sergio Moro. 

O clima do país está estranho. Para nós, a população. Para eles, a direita fascista e conservadora, é um dia para se comemorar. Condenaram o principal líder político brasileiro e “peça” chave da corrupção de todo o país. Até Dallagnol, o homem da convicção, entrou em greve de fome para representar o quanto era necessária a prisão do ícone que tirou o Brasil do mapa da fome.

Diante da sujeira, a sombra de um velho amigo sempre esteve por trás da tramóia toda: os militares. “Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar”, afirmou Romero Jucá, limpando a barra do golpe. 

Absurdo é não pensar que os militares não iriam se envolver nessa história. E na votação do STF, a ameaça do comandante do Exercito, general Eduardo Vilas Boas, ressaltando que a organização “está atenta às suas missões institucionais”, interferiu fortemente no voto da ministra Rosa Weber.  As trevas de 1964 rondam os dias atuais.

Nós, brasileiros, não sabemos do futuro. Os dias que virão serão extremamente difíceis para os que acreditam em uma nova conjuntura política, com menos desigualdade e mais oportunidade para o povo. Se faz necessário resistir e lutar em favor da democracia. A rua sempre foi o lugar do povo. Apesar do afastamento, chegou a hora de retomar o lugar que sempre foi instrumento de vitória para os brasileiros. 

* Felipe Iruatã é estudante de Jornalismo da UFBA


 Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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