Fiasco e mentiras da “motociata” do fascista

Por Altamiro Borges

Os bolsonaristas seguem a máxima nazista de que uma mentira repetida muitas vezes vira verdade – e engana os otários. As deputadas Carla Zambelli e Bia Kicis, por exemplo, compartilharam em suas redes sociais que a “motociata” de sábado (12) reuniu 1.324.523 motos e que já teria entrado para o “Guinness Book”, o livro dos recordes. A descarada fake news foi desmentida até pelo comando da Polícia Militar de São Paulo.

Segundo cálculos da PM, com a ajuda de helicópteros e recursos de georreferenciamento, o caríssimo passeio em apoio antecipado a Jair Bolsonaro – que deveria ser tratado como crime pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – teve no máximo 12 mil motos. Outro levantamento mostra que o número divulgado pelas milícias é superior à quantidade destes veículos na capital.

“Para comparação, o número citado é maior que toda a frota de motocicletas, motonetas e ciclomotores da cidade de São Paulo, que em abril de 2021 tinha 1.260.276 desses veículos registrados, segundo o Denatran”, informa o jornal Estadão, que desmonta e desmoraliza as mentiras difundidas pelas milícias digitais.

Gastos de R$ 1,2 milhão com o passeio criminoso

Os bolsonaristas mentem e arrotam arrogância, mas eles sabem que a “motociata” ficou bem abaixo do esperado. Não adiantou o anúncio do sorteio de motos ou a heresia dos pastores-charlatões do “Acelera para Cristo”. Também não seduziu os incautos à demagogia do presidente da República de liberar a cobrança de pedágios para as motos.

O que não ficou abaixo do esperado foi o custo da “motociata” criminosa para os cofres públicos. Segundo informações do governo estadual, foram gastos R$ 1,2 milhão para bancar o passeio eleitoral do “capetão”. No trajeto entre Jundiaí e a capital paulista, “foram usados mais de 6.300 policiais das três forças de segurança estaduais, cinco aeronaves, dez drones e 600 viaturas, entre carros, motocicletas e bases comunitárias móveis”, relata a Folha de S.Paulo.

As multas aplicadas ao presidente-infrator, ao seu filhote Eduardo Bolsonaro – o Dudu Bananinha – e ao ministro Tarcísio Franklin por desrespeitarem a lei que obriga o uso de máscaras não compensaram o gasto milionário com a palhaçada. Jair Bolsonaro também pilotou sua moto com uma placa coberta, o que é infração gravíssima prevista no Código de Trânsito. Mas não se sabe ainda se os infratores receberão multas por mais esse crime.

A Secretaria de Segurança não informou se aplicou multas por causa de placas cobertas na motociata. “O Comando de Policiamento de Trânsito da Capital e a Polícia Rodoviária informam que todas as infrações de trânsito constatadas durante o ato realizado neste sábado (12) estão sendo lavradas e encaminhadas aos órgãos competentes”.

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