Corrupção no Brasil: Você pensa que é contra…

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Acabo de ler em O Popular (periódico goiano), reportagem afirmando que o Brasil tem o dobro da média mundial em corrupção e que 74% das empresas brasileiras tiveram problemas relacionados a fraudes em 2013. Já os órgãos públicos aparecem na 72ª posição entre os mais corruptos. Isso demonstra que a cultura da corrupção está esparramada por praticamente todos os setores da sociedade. Não são somente os gestores e políticos que roubam. Lamentavelmente, há ladrões na escola, nos hospitais, na igreja…

Quem nunca foi roubado em um conserto de automóvel? Quem nunca se sentiu lesado por uma empresa? É repugnante pensar que esses mesmos ladrões jogam pedras nos governantes como se nunca tivessem roubado. É triste ser comparado como um país que facilita o roubo. A cultura secular da impunidade valoriza os que se dão bem na vida, tipo “rouba, mas faz”, seja na política ou no setor empresarial e muitos ainda demonstram com orgulho: “meu primo está rico”, não era ninguém, mas, depois que “entrou” naquela empresa se deu bem! “Bobo é quem não enriquece!”

Mudar tudo isso demora séculos! Temos finalmente agora, uma Lei Anticorrupção 12.846/2013 que cria a possibilidade de que os corruptos paguem pelos seus crimes, desde o menor operário até o dono da empresa. Essa lei, foi aprovada com o aval do governo Dilma, que tem tido uma postura respeitada mundialmente pelo enfrentamento à corrupção. Essa Lei precisa ser regulamentada e cumprida. Vamos lutar para que a cultura brasileira seja transformada. Vamos lutar para que mais trabalhadores e mulheres honestas cheguem ao poder. Vamos lutar para que a riqueza brasileira seja socialmente distribuída, e que todos tenham acesso à saúde e a educação. Vamos lutar para que o Brasil se transforme em uma verdadeira nação de homens e mulheres dignos.

Ailma Maria de Oliveira, presidenta da CTB-GO

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

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