8ª Marcha: um ato histórico das centrais sindicais

A “8ª Marcha Classe Trabalhadora: por mais direito e qualidade de Vida”, realizada em 09 de Abril último em São Paulo deve entrar para a história do movimento sindical como um dos mais importantes eventos realizados pelas Centrais Sindicais.
Da justeza das bandeiras de luta à organização do Marcha, o trabalho realizado pelas entidades foi impecável. A união de movimentos sociais aglutinados pela necessidade de mudanças estruturais relevantes no País levou milhares de trabalhadores e trabalhadoras às ruas de São Paulo.

Foram meses de preparação, de reuniões com as entidades – para definir pauta e organização – e com os entes do poder público municipal e estadual para solicitar apoio e, sobretudo, para mostrar às autoridades e à sociedade brasileira que o movimento sindical tem nome, pauta, rosto, competência e coragem.  Nem um único incidente foi registrado, o pleno direito à manifestação foi exercido com responsabilidade e determinação.  

A CTB se destacou no evento, com suas cores e sua militância aguerrida que já se concentrava cedo na Praça da Sé – palco paulistano histórico de grandes lutas – para o início da passeata. Muitos companheiros viajaram noite adentro vindos do interior do estado e outros passaram muitas horas na estrada. Delegações da CTB do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de participantes de vários outros estados da federação, aos quais expressamos nossos sinceros agradecimentos e nosso respeito pela mobilização e motivação.  

Indispensável destacar também o empenho da seção estadual da CTB em São Paulo e da Nacional, que participaram em todos dos momentos desde o início dos trabalhos de organização da Marcha em conjunto com as demais centrais sindicais, bem como no apoio e recepção dos companheiros e companheiras da CTB que participaram da manifestação.

Mais uma vez, a unidade das centrais em torno de bandeiras unitárias prova que este é o caminho da luta. Luta esta que não pode terminar por aqui, a 8ª Marcha não termina em si mesma. É dever de todos nós fazer ecoar os sons, as palavras de ordem, os discursos dos dirigentes, enfim a nossa pauta em defesa dos direitos da classe trabalhadora e por uma sociedade mais justa e igualitária.


Cristiane Oliveira é coordenadora administrativa da Secretaria Geral da CTB.

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