Solidária com os policiais grevistas, CTB denuncia criminalização do movimento

Em nota assinada pelo seu presidente, Wagner Gomes, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) criticou duramente a conduta do governador de São Paulo, o tucano José Serra, diante da greve dos policiais civis. Serra se nega a negociar com as lideranças do movimento e ordenou a ação repressiva de sua Polícia Militar, que resultou em 20 feridos.

Leia abaixo a íntegra da nota:

“A criminalização da greve dos policiais é um atentado à democracia”.

A greve da Polícia Civil de São Paulo não é um movimento de uma minoria, muito menos uma aventura política com fins eleitorais. Ela já dura um mês. Foi deflagrada em 13 de agosto após várias tentativas frustradas de diálogo com o governo José Serra e conta com adesão massiva, o que evidencia o grau de revolta da categoria. Embora apoiada pelo conjunto do movimento sindical, a greve não tem vínculos orgânicos com qualquer central sindical ou partido político.

As centrais sindicais apenas deram apoio à greve e vários parlamentares, inclusive tucanos, também estiveram presentes às manifestações para tentar evitar confrontos violentos. O governo demonstrou total intransigência diante dos grevistas. Ciente de que o salário dos policiais está defasado, ele se recusou a atender a reivindicação de 15% de reajuste. Ofereceu apenas 6,2%, sem incorporar os adicionais, e fechou os canais de diálogo.

Os grevistas até suspenderam o movimento por dois dias, numa tentativa de retomar as negociações, mas não amainaram a postura truculenta de Serra. “Não recebemos nenhuma proposta concreta”, criticou, na ocasião, Sérgio Roque, presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo.

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) condena com toda energia a tentativa de criminalizar o justo movimento dos policiais por melhores salários e condições de trabalho, assim como a deturpação dos fatos pelo governador feita com o nefando objetivo de enganar a opinião pública com o falso e reacionário argumento de que a paralisação encobre objetivos políticos, o que não corresponde à verdade dos fatos.

Nossa Central, que no dia 24 de setembro já tinha divulgado nota condenando a intransigência de Serra com os policiais civis, reitera sua solidariedade ao movimento e aos grevistas e apela, mais uma vez, ao diálogo e a uma solução negociada e justa para o conflito.

São Paulo, 17 de outubro de 2008
Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)   

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São Paulo, 08 de Outubro de 2008.

 

 

Of.: CTB/SG/69/OUT/2008

 

À

Estaduais da CTB

Ramos e Entidades Filiadas

 

Ref.: Jornada mundial pelo trabalho decente

 

 

A Organização Internacional do Trabalho instituiu em 1999 o conceito de trabalho decente em seu programa, que engloba os seguintes temas: direitos no trabalho, solidariedade e fim da pobreza e das desigualdades sociais.

Tal conceito, em nosso país, se traduz na defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salário, ampliação da oferta do primeiro emprego e de qualificação ao jovem, garantia de emprego digno com carteira assinada, respeito à organização sindical, combate

ao trabalho infantil e escravo, igualdade de direitos entre homens e mulheres e contra a discriminação de gênero, raça ou orientação sexual.

Foi convocada pelas centrais sindicais internacionais uma Jornada Mundial pelo Trabalho Decente. O dia 7 de outubro de 2008 (terça-feira) foi escolhido para que o movimento sindical organize seus trabalhos. No Brasil, pela proximidade com o processo eleitoral, a data será

10 de outubro, sexta-feira.

Nacionalmente, todas as centrais sindicais estão inseridas nesta campanha. Para desdobramentos nos estados, a CTB Nacional orienta que as coordenações estaduais procurem as demais centrais sindicais e organizem atos, mobilizações e outras atividades que tenham como tema as bandeiras do trabalho decente.

Caso não seja possível realizar eventos no dia 10 de Outubro, os Estados poderão trabalhar com outras datas que facilitem a mobilização.

 

Anexo segue cartaz da jornada.

 


Saudações classistas.
 
Pascoal Carneiro

Secretário-geral

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB


CTB convoca para a Jornada mundial pelo trabalho decente

São Paulo, 08 de Outubro de 2008.

 

 

Of.: CTB/SG/69/OUT/2008

 

À

Estaduais da CTB

Ramos e Entidades Filiadas

 

Ref.: Jornada mundial pelo trabalho decente

 

 

A Organização Internacional do Trabalho instituiu em 1999 o conceito de trabalho decente em seu programa, que engloba os seguintes temas: direitos no trabalho, solidariedade e fim da pobreza e das desigualdades sociais.

Tal conceito, em nosso país, se traduz na defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salário, ampliação da oferta do primeiro emprego e de qualificação ao jovem, garantia de emprego digno com carteira assinada, respeito à organização sindical, combate

ao trabalho infantil e escravo, igualdade de direitos entre homens e mulheres e contra a discriminação de gênero, raça ou orientação sexual.

Foi convocada pelas centrais sindicais internacionais uma Jornada Mundial pelo Trabalho Decente. O dia 7 de outubro de 2008 (terça-feira) foi escolhido para que o movimento sindical organize seus trabalhos. No Brasil, pela proximidade com o processo eleitoral, a data será

10 de outubro, sexta-feira.

Nacionalmente, todas as centrais sindicais estão inseridas nesta campanha. Para desdobramentos nos estados, a CTB Nacional orienta que as coordenações estaduais procurem as demais centrais sindicais e organizem atos, mobilizações e outras atividades que tenham como tema as bandeiras do trabalho decente.

Caso não seja possível realizar eventos no dia 10 de Outubro, os Estados poderão trabalhar com outras datas que facilitem a mobilização.

 

Anexo segue cartaz da jornada.

 


Saudações classistas.
 
Pascoal Carneiro

Secretário-geral

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB