Para CTB, manutenção da taxa de juros destoa das aspirações do povo brasileiro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou nesta quarta-feira (20) que decidiu manter a taxa de juros do país no atual índice de 10,75% ao ano. Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, a notícia é lamentável e mostra, mais uma vez, o descompasso existente entre o BC e as aspirações do povo brasileiro.

“Só podemos lamentar dessa decisão. A economia do país vai bem, mas é constantemente tolhida pelas decisões de alguns homens que formam esse comitê. O Copom deveria trabalhar pelos interesses da nação, mas acaba por servir apenas aos grandes bancos e ao mercado financeiro”, disse o dirigente da CTB.

Ao manter os juros estáveis em 10,75% ao ano, o BC mais uma vez não contribuiu para aliviar a pressão na taxa de câmbio (queda do dólar), resultado da entrada de divisas na economia brasileira. Para tentar conter o fluxo de dólares para o Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, nesta semana, um novo aumento do IOF para estrangeiros. Os investidores de outros países que aplicarem em renda fixa passarão a pagar uma alíquota de 6% – que também valerá para a margem de garantia dos investimentos estrangeiros no mercado futuro.

O colegiado que tem direito a voto no Copom é formado por oito integrantes: o presidente do BC, Henrique Meirelles, e mais os diretores das seguintes áreas: Política Monetária, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Administração, Liquidações e Controle de Operações do Crédito Rural, Política Econômica e Assuntos Internacionais.

Maior do mundo

Ao manter a Selic em 10,75%, o Brasil também continua com os maiores juros reais do mundo. Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses.

Fazendo essa conta, os juros básicos no Brasil ficam em 5,3% ao ano. Em segundo, vem a África do Sul, com taxa real de 2,4%. Em terceiro, está a China, com 2%.

A pesquisa de juros reais não inclui todos os países do mundo, mas 40 economias relevantes. O país com menor taxa nesse ranking é a Venezuela, com -8,25%.

Portal CTB, com agências

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