CTB repudia autoritarismo da direção da CEDAE

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil condena com veemência, a agressão da Cedae aos dirigentes do Sintsama-RJ. No dia em que a entidade completa seus 19 anos, a empresa anuncia a suspensão dos dirigentes Humberto Luiz Nunes de Lemos, presidente do Sintsama-RJ; João Lourenço Xavier, Secretário de Finanças do Sintsama-RJ e Edson Carlos Batista dos Santos, Secretário de Organização do Sintsama-RJ.

Essas suspensões arbitrárias se somam às demissões da companheira Maria Claudia de Jesus Silva, diretora da pasta de mulheres, do presidente do Conselho Fiscal, Flávio Guedes, e do membro eleito para o plano de saúde da empresa e também Secretário de Saneamento e Meio Ambiente da CTB-RJ, Vitor Duque.

Constata-se nesse ataque uma clara prática anti-sindical com o propósito de tentar intimidar uma categoria aguerrida que resiste com bravura às tentativas de privatização da empresa que é um patrimônio do Povo do Rio de Janeiro.

O Sitsama-RJ tem tido protagonismo na luta contra a privatização e se destacou por denunciar o envolvimento de ações da CEDAE como garantia de um empréstimo de 2,9 bilhões com o Banco Paribas, que coleciona escândalos e negócios mal explicados ao redor do planeta.

A Cedae, no governo Witzel, não busca a moralidade no serviço público como prometido na campanha pelo atual governador. Segue o mesmo padrão dos governos anteriores. Despreza o concurso público e contrata pelas vias terceirizadas milhares de trabalhadores e diversas empresas sem a devida expertise na área o que trás enormes prejuízos à própria empresa e péssimos serviços prestados à população.

Por essas razões, a CTB repudia o autoritarismo da atual gestão da Cedae, condena a criminalização da atividade sindical, e exige o fim do assédio moral e anulação dos processos inquisitoriais contra os dirigentes, bem como das demissões de dirigentes sindicais efetuadas nos últimos tempos.

São Paulo, 2 de Agosto de 2019

Direção Nacional da CTB

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