Sem-casa de Contagem seguem na luta diante da prefeitura e da Assembleia

Pelo visto, os sem-casa das ocupações William Rosa e Marião, em Contagem, estão dispostos a não darem sossego ao prefeito da cidade da Grande Belo Horizonte, Alex de Freitas (PSDB), e ao governador Romeu Zema (Novo). Hoje eles estiveram na Assembleia Legislativa para cobrar dos líderes governistas que o governo de Minas assine o acordo com a Prefeitura de Contagem e garanta o pagamento da ajuda de custo de R$ 450 para pagamento de aluguel, como foi acertado há dois anos, quando deixaram as áreas ocupadas. Há mais de dois meses eles não recebem o benefício e temem serem despejados pelos locatários dos imóveis, como já aconteceu com algumas famílias.

Ontem, os sem-casas passaram o dia acampados na porta da prefeitura de Contagem, de onde só saíram com o compromisso do Executivo Municipal de fechar uma proposta de acordo com o Estado para a efetuação do pagamento do subsídio aluguel de 430 famílias. Além disso, o representante da prefeitura se comprometeu a iniciar as discussões em busca de uma saída definitiva para o problema, assim que a questão do pagamento for acertada com o governo do Estado. Conforme um interlocutor da prefeitura de Contagem, há concordância com os representantes do Estado dos termos colocados no acordo para garantir o pagamento.

As famílias das ocupações William Rosa e Marião deixaram os locais onde moravam há três anos após um acordo assinado pelo governo do Estado de Minas Gerais, Prefeitura de Contagem e os sem-casa, sobre o pagamento de um subsídio de aluguel de 450 reais até que uma solução definitiva fosse encontrada pela prefeitura de Contagem com o apoio do Estado. A expectativa é que eles sejam beneficiados pelo programa Minha Casa Minha Vida ou com a entrega de um terreno onde possam erguer suas moradias. A concretização legal do pagamento ocorreu com a assinatura de um convênio entre a prefeitura de Contagem e o governo de Minas Gerais.

Desde o início do ano o governo estadual tem levantado vários entraves para renovação do convênio. A consequência é que muitas famílias estão sendo despejadas em plena pandemia, em momentos recordes de desemprego, “um despejo invisível”, como destacam. A opção de se manifestar diante da Assembleia Legislativa é uma forma de sensibilizar e responsabilizar também o Legislativo para a intermediação do problema.

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