Greve geral de 14 de junho pode ser uma das maiores da história

Dirigentes das centrais sindicais e dos movimentos sociais estão intensificando os preparativos para a deflagração da greve geral convocada para 14 de junho, que a julgar pelas informações dos sindicalistas pode ser uma das maiores, ou mesmo a maior da história do movimento operário no Brasil. Faz parte desta mobilização a participação nos atos em defesa da Educação na próxima quinta-feira (30).

O momento é de realização das plenárias estaduais. O Rio de Janeiro deu a largada ao realizar quarta-feira (22) uma reunião com a presença de dirigentes nacionais de todas as centrais sindicais e nada menos do que 70 presidentes de sindicatos locais, cabendo destacar as lideranças do setor de transportes.

“Estou muito animado”, declarou o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, que esteve presente na plenária carioca. “A gente sente uma adesão crescente à convocação feita pelas centrais”, comentou.

O compromisso dos sindicalistas ligados ao ramo do transportes de participar da paralisação é meio caminho andado para o sucesso da greve geral, convocada a princípio contra a reforma da Previdência de Bolsonaro, mas que agrega também a exigência de medidas emergenciais para amenizar a tragédia do desemprego e a defesa da Educação, contra os cortes anunciados pelo governo. Nesta quinta-feira ocorre uma plenária em Brasília para debater a mobilização.

Frente Brasil Popular

Solidários com as centrais e em luta contra a reforma da Previdência e o governo Bolsonaro, os movimentos sociais também estão mobilizados. A Frente Brasil Popular (que reúne entidades como UNE, MST, Ubes, Conam, CMP, entre outras) lançou nesta quinta-feira (23) uma nota intitulada “Às ruas contra os cortes na educação e em defesa da previdência, rumo à Greve geral”. Leia abaixo:

A Greve Nacional da Educação do último dia 15 de maio mobilizou milhões de pessoas pelo país afora das capitais às centenas de cidades do interior do Brasil a partir da convocatória do movimento sindical da educação e dos estudantes.

Foi a maior expressão até aqui da unidade política que viemos construindo no campo progressista de enfrentamento ao governo de Jair Bolsonaro e os ataques aos direitos e a soberania do país.

A defesa da educação e da aposentadoria são nossas trincheiras prioritárias no próximo período para ampla mobilização do povo brasileiro que passa a ter que enfrentar também a recessão econômica.

Por isso, convocamos a todas as entidades e movimentos sociais a endossarem a chamada para estarmos nas ruas novamente no dia 30 de Maio contra os cortes da educação, acumulando forças para uma grande greve geral no dia 14 de Junho em defesa da previdência e do Brasil.

São Paulo, dia 23 de maio, Frente Brasil Popular.

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