Balanço da Secretaria Geral da CTB é positivo, avalia Pascoal Carneiro

“Foi um trabalho difícil, iniciado praticamente do zero. Após quase seis anos à frente da Secretaria Geral conseguimos consolidar a CTB, aumentar o número de filiados e organizamos as 27 etapas estaduais do nosso Congresso”. Dessa forma o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro, define o período em que esteve à frente da Pasta.

A partir do 3º Congresso Nacional, Pascoal Carneiro ocupará outras funções dentro da estrutura da CTB. Nesta entrevista ele faz um balanço sobre sua gestão e traça algumas perspectivas para a próxima gestão. Confira abaixo os principais trechos:

Balanço do mandato
Desde a fundação da CTB, a Secretaria Geral teve um desafio, que foi buscar organizar a CTB nos estados e aumentar o quadro de filiados. A outra frente de trabalho dizia respeito a zelar pelo Estatuto da Central, com tarefas como manter a periodicidade das reuniões, seminários, etc., ou seja, fazer o debate político da CTB. E isso eu posso dizer que foi uma tarefa vitoriosa, pois hoje estamos com a CTB organizada em todos os estados da Federação. Chegamos com força ao 3º Congresso, fazendo algumas alterações significativas, pois até então os estados não faziam congressos, mas sim encontros. Isso foi alterado no 2º Congresso e a partir de agora as estaduais também organizaram seus congressos. A meta de 1.500 delegados para o 3º Congresso foi cumprida. Do ponto de vista da organização dos estados ainda faltam algumas coisas, pois em alguns estados a CTB cresceu e em outros ela permaneceu pequena. Esse é um desafio que precisará ser enfrentado daqui por diante.

Principais conquistas
O fato é que adquirimos personalidade jurídica, obtivemos a certificação de reconhecimento como central sindical, participamos de todos os fóruns tripartites do governo federal e a CTB se inseriu no centro de debates de tudo aquilo que envolve o governo federal. Hoje a CTB é uma central sindical reconhecida e respeitada pelo governo federal, pelas outras centrais sindicais e pelos movimentos sociais. Isso é fundamental.

Desafios
Agora temos um desafio que não superamos: ultrapassar os 10% de representatividade. Conseguimos alcançar os 7% necessários para que fôssemos reconhecidos como central sindical, mas precisamos avançar para ter certa folga. Hoje contamos com mais de mil sindicatos filiados à CTB, mas temos ainda uma tarefa muito difícil junto ao Ministério do Trabalho, que é regularizar todos esses sindicatos. A Secretaria neste último ano se voltou mais para essa tarefa (além da organização do Congresso) e é por isso que estamos avançando também nessa área.

Por ideia da CTB também, conseguimos dar maior transparência ao processo de regularização junto ao Ministério. Hoje qualquer sindicato consegue ver seu processo, qual sua posição na fila e seu status – isso nasceu de uma proposta da Secretaria Geral da CTB.

A tarefa agora, para o novo secretário-geral, é buscar novos avanços, como ampliar a nossa Executiva, incluindo todos os presidentes das CTB’s estaduais, de modo que a CTB possa realmente crescer nos estados.

Crescimento nos estados
Foi um trabalho difícil, iniciado praticamente do zero. Após quase seis anos à frente da Secretaria Geral conseguimos consolidar a CTB, aumentar o número de filiados, organizamos este Congresso em 27 estados, a tarefa agora será ter um contato maior com os estados. Creio que é necessário dividir o país em regiões, para que alguns dirigentes auxiliem o secretário-geral nessa tarefa, de modo a fortalecer as CTB’s estaduais. Isso vai depender da compreensão do novo presidente e da Tesouraria.

Trabalhadores rurais
Nosso crescimento no movimento sindical rural se deu por conta de uma compreensão geral que a Direção da CTB tem. Na fundação da CTB foram feitos alguns acordos, que se mantêm até hoje e que deverão ser mantidos. Um desses acordos é a nossa prioridade junto aos rurais. Então é por isso que conseguimos um trabalho muito forte junto à Contag, a partir de uma política ampla, permitindo que a Contag se articulasse com todas as centrais sindicais. Isso nos permitiu fazer a disputa nos estados, com a presença de diversos dirigentes que hoje ocupam um lugar de destaque em nossa Direção.

Esse crescimento da CTB mostra que somos, efetivamente, a central que mais se fortaleceu no campo e que mais tem representatividade junto aos trabalhadores rurais. Não posso dizer que essa foi uma tarefa apenas da Secretaria Geral, mas digo que demos todo o apoio para isso, participando das discussões e priorizando até mesmo os registros sindicais dos sindicatos rurais junto ao Ministério do Trabalho.

Potencial de crescimento no campo
Temos a consciência de que tivemos um crescimento importante no campo, mas sabemos também que há espaço para crescermos muito mais. Para isso, creio que temos duas tarefas: consolidar esse crescimento que tivemos (que pode ser bem maior) e, a partir dessa consolidação, voltar nossa atenção para os trabalhadores municipais. Temos dado todo o apoio para isso e devemos ficar atentos para as comissões que têm discutido essa questão.

Um exemplo dessa atuação foi um trabalho que nossa Secretaria Geral realizou com a Contag no Ministério do Trabalho, no sentido de acabar com a chamada “Carta do Milho”, que era um grande empecilho para o registro desses sindicatos.

Marca da CTB
Saímos como vitoriosos na questão da defesa do modelo sindical vigente no Brasil. A CTB tem a marca de ser a Central que mais defende a unicidade sindical e a sustentação financeira dos sindicatos. Sempre dissemos que a centralidade não está no topo, mas sim na base da pirâmide que constitui o sindicalismo no país. Esse debate é importante e estamos vencendo essa discussão no governo federal, com conteúdo e uma defesa muito firme.

Fernando Damasceno – Portal CTB

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