Mesmo na pandemia, bancos estão mais capitalizados

Apesar da crise financeira e humanitária, os bancos não pararam um minuto de lucrar, e bateram recordes

A pandemia de Covid-19 causou estrago em muitos setores da economia, o sistema financeiro, porém, passou ileso. Aliás, os principais bancos do mundo saíram mais fortes da crise sanitária. É o que revela pesquisa da publicação especializada “The Banker”.

No final de 2021, pela primeira vez as mil maiores instituições financeiras globais superaram a marca de US$ 10 trilhões em capital de nível 1, de melhor qualidade, composto por ações, reservas de lucros e resultados acumulados.

Os dados mostram que os bancos estão mais capitalizados do que nunca. No Brasil nem se fala. Logo no início da pandemia, as empresa receberam ajuda do governo Bolsonaro de mais de R$ 1 trilhão. Sem contar com a lucratividade escandalosa. 

No primeiro trimestre de 2022, os lucros dos cinco maiores bancos do país (Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander), juntos, totalizaram R$ 27,6 bilhões. Elevação de 15,4% em 12 meses.

Os números confirmam o que o Comando Nacional dos Bancários já sabe. Os bancos podem atender as demandas da categoria na campanha salarial. Entre os principais itens da pauta de reivindicações estão aumento real de 5% (INPC +5%); aumento maior para os vales refeição e alimentação; garantia de emprego; além da manutenção da regra da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), atualizada pelo índice de reajuste. 

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

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