Protestos contra o racismo voltam a tomar as ruas dos EUA pelo oitavo dia

Manifestações após a morte do ex-segurança George Floyd entram no oitavo dia e se alastra, confrontando ameaças do presidente Donald Trump. Outros países também registraram protestos, num sinal de que o descontentamento social ronda o capitalismo em todo o mundo.

Os Estados Unidos entraram nesta terça-feira (2) no oitavo dia de manifestações contra o racismo e as desigualdades após a morte do ex-segurança George Floyd em uma ação policial em Minneapolis. Os protestos ocorrem na maioria das vezes de maneira pacífica.

Na véspera, o presidente Donald Trump ameaçou chamar Forças Armadas caso a violência continuasse no país. Ele ainda reforçou o pedido para que governadores e prefeitos convocassem a Guarda Nacional para conter tumultos.

O pedido, entretanto, recebeu rechaço de alguns políticos, como o prefeito de Nova York, Bill de Blasio. “Não precisamos que a Guarda Nacional venha à cidade”, afirmou, acrescentando que os 36 mil policiais são suficientes para lidar com as manifestações.

“Quando forças armadas de fora vêm às nossas comunidades, especialmente nessas situações tensas para as quais não foram treinados, é um cenário perigoso”, completou.

Nova York e Los Angeles

As duas maiores cidades dos EUA, Nova York e Los Angeles, além da capital Washington, terão novamente toque de recolher a partir desta noite.

Em outras grandes cidades, como Portland (Oregon), a medida foi descartada após autoridades considerarem que a violência diminuiu na noite anterior.

Os protestos começaram ainda no início da tarde na maior parte do país, sem grandes tumultos ou saques.

Houve manifestações em outros países, as mais numerosas na Austrália, no Reino Unido e na França. Em Paris, inclusive, um ato com mais de 15 mil pessoas também relembrou a morte de cidadãos negros no país europeu.

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