8 de março: mulheres sairão às ruas em mais de 30 países por direitos

“Em um momento histórico desafiador, vamos nos lembrar de que nós somos centenas de milhares, milhões de mulheres, pessoas transgênero, homens e jovens que estão aqui na Marcha das Mulheres”, disse a filosofa e ativista feminista norte-americana, Angela Davis, durante ato das mulheres contra Donald Trump, realizado em várias cidades dos Estados Unidos, um dia após a posse do presidente.

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Junto a Davis, intelectuais e ativistas feministas norte-americanas publicaram um manifesto no qual convocam uma greve geral internacional das mulheres no 8 de março para marcar o início de uma nova onda de luta feminista militante.

Inspiradas em seu chamado e em movimentos feministas da região como o argentino Ni Una Menos (Nenhuma a Menos), mais de 30 países estão articulando atos, protestos e greves no Dia Internacional da Mulher. Em São Paulo e diversas cidades brasileiras, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa de atos que denunciarão a reforma da previdência proposta por Temer.

A Federação Sindical Mundial (FSM) homenageia, este ano, as mais de 800 mulheres que morreram em 24 de abril de 2013 em Bangladesh, quando o edifício de Rana Plaza colapsou. A construção abrigava cinco fábricas, responsáveis pela produção de vestuário para marcas mundialmente famosas como a Benneton, Carrefour e Walmart.

cartaz fsm mulher 2017

Em sua convocatória, a entidade sindical internacional além de reiterar sua solidariedade com “a mulher da Palestina, Síria, Iraque, Afeganistão e todo o mundo árabe, onde quer que sofram as intervenções dos Estados Unidos e de Israel”, também denuncia que “a mulher trabalhadora é mais afetada pelo desemprego, os recortes salariais e a violação de seus direitos fundamentais”, diz o comunicado

Leia abaixo a íntegra:

“Mulher trabalhadora sempre na primeira linha das lutas sociais, a vida e ação da FSM”

A Federação Sindical Mundial, por mais um ano, honra o aniversário do 8 de março, 160 anos depois da greve das trabalhadoras de Nova York, exigindo melhores condições de trabalho, igualdade e uma vida com direitos.

Enviamos nossas mais calorosas saudações a todas as mulheres sindicalistas que seguem a luta destas pioneiras, dentro do seio do movimento sindical classista e da FSM e as felicitamos por sua audácia e sua ação militante. Saudamos as mulheres trabalhadoras em todo o mundo, as mulheres pobres, esforçando-se cada dia para sobreviver e sustentar suas famílias. Saudamos as mulheres imigrantes e refugiadas, que deixaram seus países devido às guerras imperialistas.

Desde sua fundação até hoje, a FSM tem apoiado firmemente a mulher trabalhadora mediante várias atividades e iniciativas. Sempre destacou os problemas específicos que as mulheres enfrentam, como um grupo social mais afetado pela agressão do sistema capitalista, exploração, intervenções imperialistas. Tais problemas são a falta de necessário apoio social pela maternidade, os salários mais baixos, as formas de emprego mais flexíveis, as discriminações no mercado de trabalho e a falta do ócio que geralmente impede a participação nas atividades sindicais. Além disso, a mulher trabalhadora é vítima de violência patronal e de pressões racistas. As mulheres imigrantes e as refugiadas sofrem várias pressões e discriminações.

A situação e posição da mulher trabalhadora piora ainda mais na recessão e crise econômica como experiência os trabalhadores nos últimos anos em todo o mundo. A maioria das vezes, a mulher trabalhadora é mais afetada pelo desemprego, os recortes salariais e a violação de seus direitos fundamentais.
Pela ocasião do Dia Internacional da Mulher, reiteramos, mais uma vez nossa firme solidariedade com a mulher da Palestina, Síria, Iraque, Afeganistão e todo o mundo árabe, onde quer que sofram as intervenções dos Estados Unidos e de Israel.

Queridos companheiros,

Como movimento sindical classista, tomemos iniciativas para incrementar o número e a porcentagem de mulheres dentro das administrações dos sindicatos em todos os níveis. Com audácia e plano concreto, confiemos nas mulheres sindicalistas. A participação das mulheres e da juventude trabalhadora darão um novo impulso para a FSM e os sindicatos militantes.

Chamamos todos os sindicatos, membros e amigos da FSM para honrar o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, através de várias atividades e eventos que demonstrarão a necessidade por uma maior defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras e pro uma reivindicação mais eficaz de medidas que melhorarão suas condições de vida e trabalho.

Federação Sindical Mundial 

Érika Ceconi – Portal CTB

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