Marcha pede fim das relações comerciais, diplomáticas e militares com Israel

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 “Não podemos nos calar diante deste genocídio contra o povo palestino”, afirmou a secretária de Imprensa e Comunicação da CTB, Raimunda Gomes (Doquinha), durante o segundo ato unificado dos movimentos sociais pela Palestina que levou milhares às ruas de São Paulo, neste domingo (27). 

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Os manifestantes exigiram o boicote imediato a Israel que, desde o dia 7 de julho, deu início a uma ofensiva militar contra a Palestina, justificando a atitude pelo fato de três colonos israelenses terem sido sequestrados e mortos, após o episódio um adolescente palestino foi queimado vivo.

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“Israel está fazendo o que fizeram com os judeus: tomando seus territórios com mentiras, assassinando mulheres e crianças”, comparou a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, ao denunciar que “os sionistas usam a política de terrorismo de Estado para fazer uma limpeza étnica na região”.

Os representantes dos partidos políticos, movimentos sociais, árabes se reuniram na Praça Oswaldo Cruz e seguiram em caminhada até o Monumento às Bandeiras, no Ibirapuera.

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O rompimento imediato das relações militares, comerciais e diplomáticas com Israel, uma das reivindicações contida na petição pública (leia aqui a íntegra), apoiada pela Central,  assim como o fim do Tratado de Livre Comércio (TLC) do Mercosul com o país foram lembradas pelos manifestantes. O Chile suspendeu suas relações comerciais com Israel.

“A CTB se soma nesta luta. Convocamos nossos sindicatos e entidades como a Federação Sindical Mundial (FSM) para exigir o bloqueio comercial a Israel. O governo brasileiro deve romper suas relações com aquele país”, frisou a dirigente.

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Doquinha parabenizou a presidenta Dilma Rousseff que, no último dia (23), convocou o embaixador do país em Tel Aviv, Henrique Sardinha Pinto, para consultas. Na diplomacia isto significa uma demonstração de descontentamento com as atitudes de Israel.

Em resposta, o governo israelense expressou, por meio do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Yigal Palmor, que “essa é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático”.

Na última sexta-feira (25), a CTB, CUT, FS, UGT e NCST lançaram uma nota condenando a agressão contra o povo palestino e exigiram um imediato cessar-fogo e a retirada das tropas da Faixa de Gaza. Em outras cidades do Brasil também estão ocorrendo manifestações como esta e em várias partes do mundo. 

Segundo o Ministério da Saúde em Gaza, até este domingo (27), 1.147 palestinos foram assassinados – a maioria civis entre mulheres, crianças e idosos – e mais de 6 mil estão feridos. Os desabrigados chegam a 200 mil, segundo a ONU. 

Érika Ceconi – Portal CTB
Fotos: Láldert Castello Branco 

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