Homenagem a Fidel Castro no Consulado de Cuba em São Paulo

Representantes da CTB com o cônsul geral, Pedro Monzon, e a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, na homenagem a Fidel Castro

Nesta terça-feira (13) o comandante da revolução cubana, Fidel Castro, completaria 93 anos. A data foi lembrada e celebrada no dia anterior em solenidade realizada à noite no Consulado de Cuba em São Paulo, localizado na rua Cardoso de Almeida, 2115.

Fidel Castro morreu em 25 de novembro de 2016, aos 90 anos. Teve uma vida inteiramente dedicada à libertação nacional e social do povo cubano. Nas palavras do cônsul geral Pedro Monzon Barata “ele nos legou um imenso capital de ideias e princípios”.

A morte do comandante provocou grande comoção na Ilha, dor e um sentimento de pesar legítimo na população que os detratores procuraram descrever como culto à personalidade, o que é falso, pois Fidel sempre condenou e nunca permitiu práticas que pudessem caracterizar culto à personalidade.

Passado, presente e futuro

Monzon Barata enalteceu a “vontade e capacidade de lutar” do grande líder cubano. Antes da revolução, consumada no réveillon de 1959, Cuba mais parecia um cassino-prostíbulo manipulado por mafiosos estadunidenses amigos do ditador Fulgêncio Batista, conforme sugere o cineasta Francis Ford Coppola em O poderoso chefão.    

Os revolucionários, organizados no Partido Comunista, libertaram Cuba das garras do imperialismo americano e inauguraram o socialismo na Ilha. Mas Washington tem cobrado um preço alto aos rebeldes, impondo um bloqueio econômico criminoso e ilegal, condenado pela ONU, e recorrendo a todo tipo de chantagem e conspiração para derrotar o novo regime.

O próprio Castro foi alvo de inúmeras tentativas de assassinato promovidas direta ou indiretamente pela CIA. Mas escapou e, sob sua liderança, Cuba resistiu bravamente e continua resistindo. “Fidel simboliza nosso passado de luta, é a garantia de um presente socialista e inspira nosso futuro”, declarou o cônsul geral.

“O revolucionário não abandona o campo de batalha”, dizia o comandante, que apesar de ser diplomado na gramática dos fuzis e liderar uma insurreição popular também expressou “a mais profunda convicção de que as ideias são mais preciosas que as armas”.

Durante a homenagem no consulado foi transmitido o vídeo Fidel es Fidel, que contém um breve e belo documentário sobre o comandante que você pode conferir abaixo

Umberto Martins

Compartilhar: