CTB denuncia e repudia violência contra sindicalista argentino

Em nota, a CTB denuncia e repudia o seqüestro de um dirigente sindical da CTA, que tem, pela descrição do ocorrido, conotações políticas. Veja a íntegra:

"A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) denuncia o seqüestro do secretário-geral adjunto da Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE), Pablo Micheli, ocorrido na Argentina no dia 16 de junho passado. O dirigente sindical ficou em poder de quatro seqüestradores por quase duas horas.

O rapto ocorreu quando ele chegava em sua casa, de carro, às 22h40min. Pablo Micheli relatou que os seqüestradores disseram reiteradas vezes que conheciam detalhes de sua família e que sabiam que ele pertence à ATE.

Não roubaram dinheiro nem cartão de crédito – levaram apenas o carro da ATE. Dirigentes da Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA), a qual pertence a ATE, denunciaram o caso amplamente e reuniram-se com o ministro do interior Florêncio Randazzo a fim de pedir providências.

A ATE denuncia que fatos como este vêm ocorrendo com freqüência nos últimos anos. O caso mais emblemático é o desaparecimento, há 18 meses, de Jorge Julio López, testemunha chave em uma causa de crime de lesa-humanidade cometido pela ditadura militar.

A CTB também manifesta sua solidariedade e apoio à mais esta luta dos companheiros da CTA. E repudia qualquer tipo de violência contra o povo e os trabalhadores. Manifesta, igualmente, sua preocupação com os fatos relatados pelos companheiros da CTA e se soma às vozes que pedem rigor na apuração do ocorrido.

A Argentina já passou por um período de violência, de terrorismo de Estado, e conta com a solidariedade dos democratas na luta para banir qualquer resquício daqueles tempos. Num momento em que a América Latina passa por mudanças progressistas, é inadmissível qualquer manifestação de retrocesso.  

São Paulo, 25 de junho de 2008.

A direção nacional da CTB"  

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