Cerca de quatro mil trabalhadores são demitidos no Paraguai

Cerca de quatro mil trabalhadores do setor da Previdência Social paraguaia incluindo médicos e assistentes, serão despedidos por falta de autorização do parlamento para renovar seus contratos.  

Esta onda de demissões soma-se aos 20 mil trabalhadores da construção civil e de outros ministérios. 

A Câmara dos Deputados, controlada pelo governo do Partido Colorado, não aceitou a habilitação orçamentária para a extensão dos mencionados contratos, solicitada desde julho do ano passado pela diretoria do Instituto de Previdência Social (IPS). 

Como argumento sustentam que o governo deve ter um rígido controle de gastos diante a falta de recursos deixada pela administração anterior, do ex-presidente Federico Franco e uma evasão tributária que se mantém. 

Cerca de 75% das pessoas que perderão o contrato d trabalho são médicos, enfermeiras e auxiliares de centros de assistência filiados ao sistema. 

O organismo ficará com um déficit de pessoal para atender aos doentes e contaria somente com 23 funcionários. O presidente do Instituto de Previdência Social, Hugo Roig, tinha alertado aos legisladores sobre as consequências de não atender ao pedido de habilitação  dos recursos, que afetará milhares de cidadãos que pagam mensalmente para ter a atenção devida. 

A crise no setor da saúde intensificou-se, nos últimos dias no Paraguai, após as intervenções de hospitais, protestos e mobilizações de trabalhadores que exigem o aumento de salários e benefícios.  Enquanto os profissionais do setor da saúde seguem descontentes após não receberem nenhuma resposta para suas demandas de aumento de salário e pagamento de benefícios. 

O governo de Horário Cartes se defende dizendo que a crítica situação dos cofres públicos e o déficit orçamentário é herdada da gestão anterior presidida por Federico Franco, que assumiu o poder após o golpe de Estado no presidente constitucional Fernando Lugo. 

A maioria das entidades públicas auditadas pelo Poder Executivo do Paraguai estão sem fundos para pagar salários e cumprir diversos compromissos para este ano. 

Fonte: TeleSUR

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