Assange corre risco de morrer na prisão, dizem médicos em carta

Sessenta especialistas se basearam nas conclusões de Nils Melzer, relator especial das Nações Unidas sobre tortura e tratamentos cruéis, que analisou audiências de Assange na Justiça.

Um grupo de 60 médicos de vários países enviou uma carta à secretária do Interior do Reino Unido, Priti Patel, alertando que o fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, pode morrer na prisão caso não receba “cuidados urgentes”.

Segundo a rede SkyNews, a carta ressalta que Assange, de 48 anos, sofre de problemas físicos e psicológicos. “Do ponto de vista médico, e com base em informações atualmente disponíveis, nutrimos sérias preocupações em relação à saúde de Assange”, diz a carta assinada por médicos de países como Estados Unidos, Itália, Alemanha e Sri Lanka.

“A nossa opinião é a de que ele necessita de uma avaliação médica urgente por parte de especialistas sobre seu estado físico e psicológico. Temos sérias preocupações de que ele possa morrer na prisão”, alega o documento, publicado pelo próprio WikiLeaks.

Os especialistas se basearam nas conclusões de Nils Melzer, relator especial das Nações Unidas sobre tortura e tratamentos cruéis, que analisou as audições de Assange de 21 de outubro e 1 de novembro no Reino Unido.

O australiano está detido na prisão de Belmarsh, no sul de Londres, desde maio, após o Equador revogar sua concessão de asilo – a qual permitiu que o jornalista vivesse por sete anos dentro da embaixada do país em Londres.

No próximo mês de fevereiro, devem começar as audiências sobre o pedido de extradição dos Estados Unidos, que acusam Assange de vazar documentos sigilosos através do WikiLeaks.

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