Argentina: pesquisas apontam derrota fragorosa do neoliberalismo

O candidato de oposição Alberto Fernández derrotaria o presidente argentino, Mauricio Macri, nas eleições de outubro por uma vantagem ainda maior que a diferença esmagadora que obteve nas primárias de agosto, segundo as pesquisas mais recentes divulgadas no país.

Os dados vêm à tona após semanas de silêncio dos institutos de pesquisa na esteira das primárias, nas quais poucos levantamentos anteciparam a vitória arrasadora da centro-esquerda peronista sobre o governo — resultado que acelerou uma crise causada pela desconfiança dos investidores.

Fernández, cuja colega de chapa é a ex-presidente Cristina Kirchner, deve vencer a eleição com 51,5% dos votos contra 34,9% de Macri, segundo pesquisa da empresa Ricardo Rouvier & Asociados.

“O que vejo é uma consolidação do resultado” das primárias, disse à Reuters o analista Julio Burdman, cuja consultoria Observatorio Electoral ainda está concluindo suas pesquisas de opinião. Parece evidente que a decisão do povo argentino já está tomada e não será possível revertê-la politicamente. Trata-se de uma notícia desoladora para as forças conservadoras e o neoliberalismo não só na Argentina mas em todo o continente americano e no mundo. O Brasil não ficará à margem das repercussões de tal acontecimento, apreciado pela ex-presidenta Dilma como uma luz no fim do túnel da restauração neoliberal.

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