Servidores paulistanos decidem amanhã à tarde o destino da greve

Os servidores paulistanos realizam nova assembleia na tarde de quinta-feira (28) em São Paulo para decidir se prosseguem ou não com a greve contra a reforma da Previdência do prefeito Bruno Covas, que entre outras coisas elevou de 11% para 14% a alíquota de contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras e criou o Sampaprev, um fundo complementar privado de Previdência. Os grevistas pleiteiam também um reajuste de 10% a título de recomposição das perdas salariais, mas o alcaide tucano não quer ceder às reivindicações da categoria.

Apesar do vento forte, “quase um vendaval”, e da chuva que caiu sobre São Paulo, cerca de 50 mil estiveram presentes à assembleia dos servidores na última terça-feira (26), de acordo com a professora Claudete Alves, presidente do Sedin (Sindicato dos Educadores da Infância). “Esta é uma das greves mais duras que enfrentamos na história da categoria”, avaliou.

Impasse

 

 

Depois da passeata que mobilizou cerca de 100 mil servidores no centro de São Paulo, o prefeito tucano decidiu receber os representantes dos funcionários, com quem já manteve dois encontros. Mas a contraproposta que apresentou aos grevistas, considerada inaceitável pela presidenta do Sedim e outros sindicalistas, foi rejeitada pela assembleia, que decidiu prosseguir com o movimento.

A paralisação completa 23 dias nesta quarta-feira (26). O prefeito se opôs ao reajuste reivindicado pelos servidores e acenou com um plano de metas, disse que não revoga o Sampaprev nem a nova alíquota da contribuição (14%) para a Previdência Municipal. Afirmou também que vai descontar os dias parados a menos que os sindicalistas defendam e aprovem em assembleia a contraproposta, o que foi percebido como chantagem.

A greve contra a reforma da Previdência envolve a grande maioria do funcionalismo e tem o apoio de todas as centrais sindicais. O tucano Bruno Covas parece apostar no esvaziamento do movimento pelo cansaço e até mesmo pelo clima de carnaval, que já tomou conta da capital. Os dirigentes sindicais esperam ser recebidos para uma nova rodada de negociação com o tucano amanhã. 

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