Sintect-SP discute soluções com secretário de Segurança Pública

Na última quarta-feira (03), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos de SP (Sintect),  Elias Cesário(Diviza), acompanhado do vice-presidente, Rogério Bueno (Linguinha) e do secretário-geral, Ricardo Adriane (Nego-Peixe), participou de uma reunião com o Secretário de Segurança Pública do Estado, Fernando Grella Vieira, para cobrar atitudes do poder público e alternativas para o crescente problema dos assaltos aos carteiros, uma vez que, segundo os dirigentes, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não toma providências quanto ao assunto.

Para a reunião, o Sintect preparou um extenso dossiê,  para análise da secretaria, contendo desde ofícios encaminhados à ECT sobre o problema dos assaltos, um mapeamento das áreas de maior risco para os trabalhadores, informando sobre paralisações realizadas em protesto contra a situação, solicitando escoltas, reuniões para debater o problema, diversas CAT’s, matérias publicadas em diversos meios de comunicação e pedindo providências urgentes sobre a questão, o que comprova o descaso da ECT com a segurança de seus trabalhadores, problema que não é recente.

Peixe Linguinha e Diviza com Fernando Grella Vieira

Foram também citadas algumas das alternativas levantadas nas reuniões setoriais sobre como tentar aliviar o problema, a mais viável foi a colocação de chip’s nas encomendas, em contraponto à uma alternativa (armadilha) implantada pela empresa, a famosa “trava de segurança”, que ao invés de ajudar, acaba expondo os trabalhadores a situações extremas, uma vez que eles tem que explicar aos assaltantes que os motoristas não tem como abrir as travas, ressaltando que isso muitas vezes acontece com uma arma apontada pra suas cabeças.

O dossiê foi feito à partir de depoimentos e dados coletados em diversas unidades, ressaltando os CEE’s Vila Guilherme, Cachoeirinha, Itaquera, Vila Matilde, Guarulhos, Brás, Santo André, Santo Amaro, São Bernardo do Campo, Sorocaba, Vila Santa Catarina, Moema, Lapa, Jardins, Água Branca, Aclimação e P.A. Jacu-Pêssego.

“Todos sabemos que o problema da segurança é uma questão social, e que seria muita pretensão acabar com o problema, mas a ECT deve no mínimo, investir de verdade em quem carrega a empresa nas costas diariamente, pois os lucros aumentam todos os anos mas os investimentos não são proporcionais”, afirmou Elias Cesário.

Portal CTB com Sintect-SP

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