Sindicato dos Químicos de Barcarena (PA) denuncia práticas antissindicais da Alunorte

A multinacional Hydro Alunorte, localizada em Barcarena, no Pará (PA), tem cometido práticas antissindicais contra o Sindicato dos Químicos de Barcarena (SINDIQUÍMICOS). Nos últimos dias, a empresa emitiu um comunicado oficial orientando os trabalhadores a votarem contra o desconto da taxa negocial, estipulado em convenção coletiva.

“Isso é uma prática antissindical, que tem como intuito enfraquecer o sindicato. É um ataque gravíssimo à entidade sindical”, caracteriza Marcos Lobato, presidente do SINDIQUÍMICOS. 

Em 2022, foram reajustadas as cláusulas econômicas do acordo coletivo 2021-2023, alterando a data-base e propondo um reajuste salarial de 6,30% retroativo de 10 meses. A taxa negocial, que custeia as despesas do acordo coletivo, desconta, proporcionalmente, 2% do salário dos trabalhadores não-associados ao sindicato. 

A Alunorte fez um comunicado oficial simulando a ficha oficial do sindicato, orientando os trabalhadores para que se oponham ao desconto da taxa, propagando a informação mentirosa de que seriam descontados R$150 do salário de todos os trabalhadores, sendo que este é o valor máximo de desconto.

“A empresa está fazendo uma retaliação contra os trabalhadores”, afirma Gilvandro Santa Brígida, tesoureiro do SINDIQUÍMICOS. “Uma empresa que fala em favor dos direitos humanos não pode cometer uma prática desse tipo, em total desacordo com a lei.”

Em resposta a esse abuso, a direção do sindicato tem realizado, nesta segunda-feira (24), conversas com a categoria em diversos setores da fábrica para esclarecer a situação e informar sobre as mentiras dos patrões.

Denúncia de assédio eleitoral na Alunorte

Além dessa prática antissindical, o SINDIQUÍMICOS denuncia também um episódio de assédio eleitoral praticado pela Alunorte contra o sindicato, no qual os dirigentes foram coagidos a retirar adesivos e bandeiras em apoio ao candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para poderem participar de uma reunião de negociação. 

Segundo o sindicato, situação semelhante tem ocorrido com funcionários que têm acesso ao estacionamento da fábrica — ainda que muitos carros de membros da diretoria da Alunorte estejam adornados com bandeiras do Brasil e adesivos em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), sendo autorizados a permanecer desta maneira.

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