Servidores da Saúde de Goiânia decidem manter greve após negociação

Os servidores municipais da Saúde decidiram na terça-feira (28) manter a greve da categoria após reunião com representantes da Prefeitura de Goiânia por considerar que a nova proposta apresentada não contempla as reivindicações da categoria. A paralisação já dura 15 dias mas, cumprindo decisão judicial, apenas 10% dos funcionários seguem sem trabalhar.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde), Flaviana Alves Barbosa, a prefeitura apresentou uma nova proposta para repor a perda do adicional de insalubridade a partir de setembro deste ano para alguns servidores e o restante, em janeiro de 2016. Além disso, a administração municipal disse que há a possibilidade de haver eleições para gestores das unidades de saúde, o que é outra reivindicação da categoria.

“A gente aceita essas propostas, mas elas não são suficientes para que a gente termine com a greve. Ainda faltam algumas pautas a serem atendidas, mas a prefeitura diz que não tem possibilidade devido ao corte de gastos”, disse Flaviana.

Os grevistas pedem melhorias nas condições de trabalho, o pagamento da data base com retroatividade, o cumprimento do plano de carreira, manutenção do quinquênio, entre outros benefícios.

No último dia 22, a Justiça determinou que a categoria deve manter 90% do efetivo nos postos, sob pena de multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento. O sindicato foi notificado no dia seguinte e os servidores retornaram imediatamente ao trabalho.

Ainda não existe previsão de nova reunião entre os servidores da educação e a prefeitura.

Portal CTB com agências

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