Bancários do Sergipe participam do Grito dos Excluídos

Trabalhadores do campo e da cidade, sem-teto, sem terra, religiosos, estudantes e representantes de movimentos sociais e sindicais se uniram no dia em que é comemorada a Independência do Brasil e fizeram uma grande manifestação nas ruas e avenidas de Aracaju. O ato marcou a 19ª edição do Grito dos Excluídos.

Sob o lema “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”, a sociedade civil organizada cobrou uma maior presença do Estado nas políticas públicas. Participaram ativamente da manifestação a CTB-SE, CUT, Conlutas, Igreja Católica,  Sindicado dos Bancários de Sergipe, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST/SE),  Movimento Não Pago,  entre outras organizações.

Os manifestantes se concentraram no Parque Teófilo Dantas, em frente à Arquidiocese de Aracaju (centro) onde houve uma celebração ecumênica. Depois, eles seguiram em caminhada até a Avenida Barão de Maruim onde acontecia o desfile cívico-militar. Logo após a apresentação os manifestantes ocuparam a via e iniciaram o protesto exigindo do governo a retomada do programa de reforma agrária, avanços nas políticas públicas, a extensão dessas políticas ao campo, transporte público decente e habitação de qualidade para os mais carentes.

Segundo Edival Góes, presidente da CTB-SE, ainda há uma camada da população na sociedade brasileira que não tem acesso às políticas públicas, que necessitam da ajuda do Estado e que devem ter acesso a uma educação, saúde, transporte e moradia de qualidade. “Com esse Grito, a gente chama a atenção dos governos nas três esferas – federal, estadual e municipal – para essas pessoas que ainda dependem do apoio do Estado”, salientou.

Durante o Grito dos Excluídos, a Central defendeu também a retomada da Reforma Agrária. Para Edival, o programa garante emprego e renda ao homem do campo. “O emprego na cidade quase não existe mais. As indústrias estão se automatizando e o comércio ingressa por esse mesmo caminho. Isso reduz o número de vagas nesses setores e é fundamental fomentar o trabalho no campo”, disse.

Os dirigentes do Sindicato dos Bancários do Estado de Sergipe (Seeb-SE), que participaram no Grito, levaram para a avenida faixas da Campanha Salarial dos Bancários 2013/2014 e da luta contra o Projeto de Lei da terceirização, que se aprovado vai precarizar ainda mais o trabalho. 

Os manifestantes aproveitaram a ato para reforçar o apoio aos médicos brasileiros e cubanos que se dispuseram a trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) atendendo a população mais carente do País. “Em uma só voz, o Grito dos Excluídos se posicionou contra o xenofobismo direcionado aos profissionais da medicina de Cuba”, afirmou José Souza, presidente do Seeb- SE.

Com informações da CTB-SE e Déa Jacobina do Seeb-SE

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