Sergipanos protestam contra golpe nas ruas da capital

Mais de duas mil pessoas ocuparam as principais ruas do Centro comercial de Aracaju na caminhada em defesa da Petrobras, da democracia e pelos direitos sociais na sexta-feira, 13. A marcha foi convocada pelas centrais sindicais e entidades do movimento social.

Foram às ruas lideranças da CTB, CUT, MST, Motu, Uses, UJS, Levante Popular, Juventude Quilombola, Fetase, MLT e parlamentares de esquerda. Pelas ruas da capital sergipana, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a privatização da Petrobras, o tesouro da nação, da qual nenhum brasileiro deve abrir mão.

Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, reafirmou que a central estava na rua para defender a democracia e a Petrobras, para exigir a punição dos corruptos e lutar para garantir que a presidente Dilma Rousseff cumpra os quatro anos de mandato para o qual foi eleita. “Viemos dizer não ao golpe que vem sendo articulado por setores da direita, da mídia e do empresariado”, enfatizou.

Rubens Marques, o professor Dudu, presidente da CUT-SE, reafirmava que os sergipanos não vão tolerar nenhum tipo de golpe contra a democracia e contra a estatal ressaltando que a burguesia tenta desqualificar a empresa para privatizá-la como fez no governo de FHC. “O movimento sindical não vai compactuar com a privatização da Petrobras e virá às ruas sempre para se manifestar contra todo e qualquer tipo de corrupção”, afirmou.

Edival Góes, presidente da CTB-SE, que liderou a marcha desde o início, reconheceu que os trabalhadores e a sociedade civil responderam positivamente e foram as ruas dizer não ao golpe. “Temos que aproveitar esse momento para politizar a sociedade brasileira para que ela entenda os problemas que o Brasil está passando, legitime o mandato da presidente Dilma, abrace a luta em defesa da nossa estatal e cobre da Justiça a punição para os corruptos. É preciso também aprovar a reforma política e acabar definitivamente com o financiamento das campanhas eleitorais pelo empresariado”, salientou. A marcha em Aracaju acabou no início da noite com o ato na Praça General Valadão.

Niúra Belfort

 

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