Metalúrgicos cobram explicações para demissões na GM de São José dos Campos (SP)

Metalúrgicos da General Motors (GM) de São José dos Campos, reunidos em assembleia nesta segunda-feira (30) cobraram explicações da empresa para as demissões de funcionários que estão ocorrendo desde o último sábado (28) e, segundo o sindicato da categoria, estão sendo avisadas por telegrama.

Mais de 100 trabalhadores já apresentaram o comunicado de dispensa ao sindicato. De acordo com o sindicato da categoria, as pessoas foram surpreendidas no período de férias coletivas e até o momento, a empresa não nos informou quantas pessoas está demitindo ou quantas pretende demitir.

Para o sindicato, não há justificativa para as demissões já que o setor recebeu incentivos fiscais do governo federal ao longo do ano. 

Uma nova assembleia está marcada para o dia 8 de janeiro. “Vamos colocar os trabalhadores nas ruas, mobilizar a categoria para pressionar os governos”, disse o sindicalista. Ele espera que os benefícios concedidos à empresa sirvam de pressão para evitar as dispensas. Barros informou ainda que o sindicato deve acionar a Justiça para tentar suspender as demissões, assim como o Ministério Público.

A GM informou, por meio de nota da diretoria da empresa, que, conforme previsto no acordo trabalhista de janeiro de 2013, encerraria as atividades de montagem de veículos de passageiros ao fim de dezembro deste ano. A empresa destacou que desde 2008 negocia com o sindicato investimentos que permitiriam a aprovação de projetos para a fábrica, mas não obteve sucesso.

Nesse sentido, “foram usadas todas as alternativas trabalhistas, como férias coletivas, plano de demissão voluntária, lay off [contrato de trabalho suspenso] e licença remunerada, para minimizar impactos para nossos trabalhadores”, avaliam os diretores. A opção da GM foi aprovar novos projetos para outras unidades no país no valor de R$ 5,7 bilhões.

“Assim, no final de julho de 2012, com o encerramento da produção dos modelos Corsa, Meriva e Zafira, a continuidade das operações da fábrica de automóveis tornou-se inviável”, diz a nota. A empresa informou que o complexo de São José dos Campos continuará as atividades com sete fábricas.

Portal CTB com agências

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