Manifestação contra demissões no HSBC e Santander na Bahia

O HSBC tem deixado os funcionários em apreensão. Não é para menos. Em menos de 24 horas, mais de 400 empregados foram demitidos em todo o país. Na Bahia, pelo menos, 13 bancários foram dispensados, oito em Salvador, quatro no sul do estado e um em Camaçari. Há boatos de que o número pode aumentar e chegar a 800 no Brasil.

O Sindicato dos Bancários está em ação desde o início do processo de demissão, na quinta-feira passada. Os departamentos Jurídico e de Saúde analisam cada caso ocorrido na base para tomar as providências legais. Um advogado da entidade cuida da situação.

Paralelamente, os diretores realizam diversas atividades, como a manifestação, nesta terça-feira (11), no Suarez Trade, prédio da Superintendência Regional do banco inglês. O diretor do SBBA, Élder Perez, chama atenção da sociedade para os problemas criados com os desligamentos. “Quando se demite um trabalhador, se coloca toda uma família para fora, desestruturando aquele grupo. Por isso, esta é uma luta conjunta, entre os bancários e a população” declara.

Os funcionários que, por ventura, forem surpreendidos com a dispensa devem procurar o Sindicato para que todas as medidas sejam tomadas. Além da capital, outros municípios da Bahia realizam manifestações nesta terça-feira.

Bancários mobilizados por proposta do Santander

Nesta terça-feira, três agências do Santander ficaram de portas fechadas em Salvador. O motivo é o Dia Nacional de Mobilização para pressionar o banco espanhol a apresentar uma proposta satisfatória sobre o acordo aditivo à CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). A próxima negociação acontece nesta quinta-feira (13), em São Paulo. “Esperamos que a direção da empresa apresente avanços concretos na rodada”, aponta o diretor da Federação da Bahia e Sergipe, Erivaldo Sales.

Em Salvador, ficaram fechadas até às 12h, as unidades da avenida Tancredo Neves, Manoel Dias da Silva, na Pituba, e da Barra Avenida. “A aceitação dos funcionários é intensa. Isso é fundamental para que outras mobilizações aconteçam, caso o banco continue a desrespeitar os trabalhadores”, conclui Erivaldo Sales.

Foram realizadas até hoje cinco rodadas de negociações e o Santander não apresentou quase nada. “Queremos garantia de emprego, fim das metas, combate ao assédio moral, melhores condições de trabalho, melhorias nos planos de saúde e de previdência”, ressalta o diretor da Feeb, José Antônio dos Santos.

O lucro do banco mostra que as reivindicações podem ser atendidas. Em nove meses, o Santander Brasil lucrou R$ 4,3 bilhões, o que representa 20% do resultado total. Nenhum outro país contribui tanto para o bom desempenho. A Espanha, por exemplo, colaborou com 14%.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

Foto: Manoel Porto

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