Eleição em São José: Candidato da Conlutas foge de debate

O candidato à reeleição para a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, não compareceu ao debate marcado para a manhã desta sexta-feira (16), na Rádio Estadão, com o representante da Chapa 2, Agnaldo Rodolfo dos Santos.

A atitude demonstra mais uma vez o desprestígio com o qual a atual direção do Sindicato, comandado pelo PSTU/Conlutas, trata a categoria metalúrgica, além de grande falta de respeito com a audiência do programa apresentado pelo jornalista Lano Brito.

Por toda a cidade, Macapá, que conseguiu transformar uma entidade histórica em um verdadeiro “Sindipipoca” (por sua falta de combatividade e por não ter nenhum respaldo junto à categoria), agora já está sendo chamado de “Candidato Fujão”, por se negar a debater com o candidato a presidente da Chapa 2, apoiada pela CTB e pela CUT.

“Cumpri o acordado com a produção da rádio e estava no estúdio no horário e local combinados. Gostaria de ter feito uma série de perguntas ao atual presidente do Sindicato, como as questões do LAYOFF e do fechamento de fábricas na região, mas não foi possível. Espero que até os dias 24 e 25 de fevereiro, quando serão realizadas as eleições, ele resolva aparecer e discutir abertamente sobre os desmandos de sua gestão”, afirmou Agnaldo, que é trabalhador da General Motors.

Campanha a mil por hora

Enquanto Macapá foge dos debates, os integrantes da Chapa 2 têm levado diariamente suas propostas às fábricas de São José dos Campos, Igaratá, Jacareí, Caçapava e Santa Branca.

Em toda a região, é nítido o clima de que a atual direção do Sindicato não tem mais nenhuma condição de continuar à frente da entidade. Dentro das fábricas, a recepção à mensagem levada pela Chapa 2 é de grande entusiasmo.

“Temos procurado mostrar para a categoria que é preciso devolver o Sindicato para os trabalhadores. Sem esse compromisso, o que veremos pelos próximos anos é o agravamento do atual cenário, com demissões, fechamento de fábricas, LAYOFF e uma política irresponsável comandada pelo PSTU/Conlutas”, relata Andréia Diniz, dirigente nacional da CTB e da Fitmetal.

Para Agnaldo Rodolfo dos Santos, o momento é de estabelecer um amplo debate com a categoria, a fim de demonstrar que os metalúrgicos e metalúrgicas de São José e Região têm uma opção responsável e preparada para recuperar o verdadeiro papel do Sindicato. “Ao longo das próximas semanas vamos percorrer as fábricas e estabelecer esse diálogo com nossos colegas. O Sindicato voltará a ter como prioridade a defesa da classe trabalhadora”, garantiu o líder da Chapa 2.

Por Fernando Damaceno, da Fitmetal

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