Dia Nacional de Luta entra para a história dos trabalhadores do RS

O dia 11 de julho entrou para história das centrais sindicais e para toda a sociedade brasileira como o Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações. A CTB-RS participou e atuou de maneira efetiva organizando diversas manifestações ao longo da quinta-feira. O dia começou cedo para os dirigentes sindicais da CTB, que às 4 horas da manhã já estavam em frente à garagem da empresa pública de transporte coletivo Carris, a fim de impedir que os ônibus circulassem pelas ruas da capital. A iniciativa surtiu efeito e somada a algumas outras que aconteceram na cidade, Porto Alegre ficou sem ônibus durante o dia todo, o que colaborou para que as principais vias ficassem vazias e, praticamente, sem movimento.

CTB RSonze de julho5

Por volta das 10 horas da manhã, a CTB se juntou ao Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos no Comércio do Estado do Rio Grande do Sul (Seaacom), na Esquina Democrática, para uma panfletagem que reuniu mais de 200 pessoas. O clima ficou ainda mais descontraído com a presença de uma escola de samba que deu toque de alegria à manifestação. “Estamos distribuindo um folheto com nossas principais reivindicações, entre elas o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição salarial”, explicou o presidente do Seaacom, José Providel.

Pouco antes das 14 horas, a CTB já estava concentrada em frente à estátua do Laçador, na entrada de Porto Alegre, juntamente com outras centrais sindicais para iniciar a caminhada rumo ao Largo Glênio Peres. A passeata seguiu pelas avenidas Farrapos e Voluntários da Pátria até chegar ao Mercado Público da capital onde se encontrou com outros dois grandes grupos que vinham da Rótula do Papa e do Postão do IAPI. Às 16 horas, os presidentes das centrais concederam entrevista coletiva aos principais veículos de comunicação, no Chalé da Praça XV, deixaram claro os motivos que os levaram a participar da paralisação nacional e cobraram medidas dos governos e da prefeitura. Logo em seguida, os dirigentes sindicais se uniram ao grande ato que acontecia no largo e que reuniu mais de três mil pessoas. Em cima de um trio elétrico que estendia uma enorme faixa com os dizeres “Pelas liberdades democráticas e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras – CTB, CUT, CGBT, UGT, FS, NCST, CSP-Conlutas, CSB, Via Campesina e UNE”, diversos líderes de movimentos sindicais e sociais expressaram seus anseios e reivindicaram mudanças.

CTB RSonze de julho3

CTB RSonze de julho4

À noite no programa Conversas Cruzadas, do jornalista Lasier Martins, transmitido pela TVCom, o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, fez uma avaliação da paralisação em Porto Alegre ao lado do presidente da CUT, Claudir Nespolo, do presidente da Força Sindical, Cláudio Janta, e do coordenador da CSP-Conlutas, Érico Côrrea.

“A CTB acredita que o movimento foi positivo e vitorioso por alguns fatores. O primeiro está ligado com o momento político que estamos vivendo em que a sociedade está imbuída de uma participação política maior por transformações sociais mais profundas. Outro fator importante foi a construção de uma unidade inédita das centrais sindicais do nosso país em que conseguimos unificar todas num movimento unitário e isso tem um significado e um simbologismo para a classe trabalhadora. Através das convergências que haviam entre as centrais, construímos esse movimento que tem como objetivo o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição salarial, 10% do PIB para a saúde e educação, a valorização das aposentadorias, o transporte público e de qualidade, a reforma agrária, mudança nos leilões da Petrobrás, um rechaço ao PL 4330 sobre a ampliação da terceirização que torna precária as relações de trabalho. O terceiro fator foi, certamente, a sociedade ter enxergado nessa pauta unificada uma solução para a melhoria da qualidade de vida  objetiva e material das pessoas que vivem nesse país. Além disso, conseguimos fazer, como de fato havíamos planejado, um movimento pacífico”, avaliou Guiomar Vidor.

Quanto às perspectivas de repostas do Senado e da Câmara de Deputados, o presidente da CTB-RS foi enfático. “Esperamos que nossas reivindicações cheguem a Brasília, onde o Congresso Nacional só se movimenta com pressão popular. Para que essa pauta avance, nós faremos outras mobilizações, já temos um indicativo do comando nacional das centrais sindicais, que no final de agosto ou início de setembro, será feita uma grande marcha em Brasília e dependendo do processo de negociação, outros 11 de julho serão feito por todo o Brasil”, alertou.

Fonte: CTB-RS

Compartilhar: