Contra a terceirização, centrais do Pará se mobilizam em frente à Fiepa

A CTB e demais centrais sindicais e diversos sindicatos realizaram nesta terça-feira (6), em Belém, um Ato Público contra o PL 4330, em frente à sede da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa).

O secretário-geral da CTB-PA, Cléber Rezende, afirmou que “trata-se de uma ameaça para precarização geral das relações de trabalho no Brasil, que amplia a terceirização da mão de obra e precarizando as condições de trabalho”.

Por sua vez, o presidente da CTB-PA, Marcão Fonteles disse que “é um Projeto que promove e aprofunda de forma perigosa a reforma trabalhista. Se aprovado, vai aumentar a desigualdade de remuneração”. Marcão informou que os terceirizados ganham em média 27,1% menos, trabalham três horas a mais por semana e em condições degradantes: de cada dez acidentes fatais registrados, oito atingem terceirizados.

As centrais sindicais foram às ruas construindo a unidade classista, debatendo com os trabalhadores e com a sociedade os riscos que uma terceirização sem limites representa pode impedir o avanço deste projeto nefasto. “É o único caminho para derrubar mais esse ataque patronal, afirmou Érico Leal”, diretor da CTB.

Redução da Tarifa

O vice-presidente da CTB-PA, Francisco de Assis, declarou que “as centrais sindicais vêm manifestar seu repúdio aos governos estadual e municipal, que após receberem pauta dos trabalhadores no dia 11 de julho, se comprometendo a responder até o dia 26, adiaram a reunião para o dia 06/08 e agora, mais uma vez adiam para o dia 13/08”.

No encerramento do ato, Marcão Fonteles afirmou que “nossa demanda é por liberdades democráticas e pelos direitos dos trabalhadores”, o que inclui a redução das tarifas e transporte de qualidade; contra a violência policial; Fim do Fator Previdenciário; Mais verbas para Saúde e Educação; Redução da Jornada de Trabalho – 40 horas semanais sem redução de salário; Valorização das aposentadorias; Reforma agrária, Fim dos Leilões da Petrobrás; Contra o PL 4330 e por reformas estruturantes (mídia, tributária, educação, urbana).

“Defendemos os direitos da juventude, das mulheres, das populações negras e indígenas. O combate à impunidade dos torturadores, contra o estatuto dos nascituros e redução da maioridade penal. Em defesa da regularização fundiária e por um projeto concreto de qualificação profissional em Belém e no Pará”, completou o dirigente.

Fonte: CTB-PA

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