Continua greve de metroviários da CBTU em cinco estados

Continua a greve do transporte público nas cinco capitais brasileiras que são gerenciadas pela Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), nesta segunda-feira.

Faz uma semana que os metroviários e ferroviários reivindicam por algum aumento salarial a partir da oferta do governo federal de 0% de reajuste para a categoria.

Os metroviários de Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal decidiram pela greve no último dia 14 de maio. Os sindicatos dos metroviários de cada capital afirmam que estão abertos a negociações com a CBTU para que a greve termine, mas durante sete dias a empresa não cedeu às reivindicações da categoria.

Na última sexta-feira, 18, o presidente da CBTU convocou uma reunião com todos os sindicatos dos Estados envolvidos na paralisação, mas não compareceu. Representantes da empresa colocaram em pauta o retorno dos trabalhos, ainda sem o reajuste salarial, para que, a CBTU pudesse argumentar com o Governo Federal algum índice para o aumento.

De acordo com dados da Fenametro (Federação nacional dos Metroviários), a paralisação em Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal afeta cerca de 500 mil pessoas, impacto que é reduzido com a operação dos trens nos horários de pico, ou seja, mesmo durante a greve, o transporte público opera em determinados horários.

Na manhã da última segunda, a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, aderiu às paralisações. A interrupção de 24h na frota de trens afetou cerca de 180 mil pessoas.

Ônibus

A capital do Maranhão, São Luis, segue com 100% da frota rodoviária paralisada nesta segunda-feira. Segundo nota divulgada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Estado, a greve é um descumprimento da lei. Na última quinta, o TRT ofereceu reajuste salarial de 7% e determinou a suspensão da greve, iniciada na terça-feira, 15.

Em caso de descumprimento, segundo o Tribunal, será aplicada multa diária de R$ 40 mil ao Sindicato dos Trabalhadores, além da configuração do crime de desobediência à ordem judicial.

O índice de reajuste oferecido pelo Governo do Estado do Maranhão representa menos da metade da porcentagem solicitada pelos rodoviários, que foi de 16%. Mesmo assim, o TRT afirma que as medidas cabíveis ao órgão foram tomadas.

Portal CTB com agências

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