Comando de greve da Unesp denuncia ameaças e mantém ocupação da diretoria

Os estudantes que compõem o comando de greve da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) se negam a sair do prédio da diretoria de Marília, ocupado há 64 dias. Eles alegam que a direção vem ameaçando constantemente os grevistas em fazer a reintegração de posse do local usando força policial.

A comissão de comunicação do movimento afirma que tiveram informação de que a Polícia Militar e a Tropa de Choque estariam convocadas para fazer a reintegração a pedido da direção a qualquer momento. Os estudantes também informam que nenhuma decisão judicial lhes foi entregue até agora para que seja feita a desocupação.

Porém, de acordo com nota enviada pela direção da FFC (Faculdade de Filosofia e Ciências) da UNESP de Marília não existe pedido de reintegração de posse encaminhado pela administração, que desconhece iniciativa neste sentido de outra instância da Universidade. E que a comissão de negociação para desocupação do prédio indicada pela congregação, formada pelos professores, funcionários e alunos, teria acertado uma proposta de desocupação, que consta em ata assinada pelos representantes da congregação e estudantes.

Na nota, a universidade ainda destaca que essa “é a posição oficial do Campus indicando severamente que entendimento diferente do exposto é boato ou especulação política”.

Uma assembleia geral do movimento estudantil está marcada para acontecer nesta terça-feiras (25), quando será deliberado o desejo da maioria dos estudantes em relação à ocupação da diretoria.

A negociação da pauta de reivindicações da greve estudantil entre os alunos, a diretoria e a reitoria não tem avançado e apesar das cinco reuniões com a reitoria em São Paulo, nenhum item foi acordado entre as partes. Apenas a ampliação do RU (Restaurante Universitário) foi inclusa no plano de obras da universidade e que já está em fase de planejamento.

Dentre as reivindicações dos alunos estão a ampliação do número de bolsas auxílio, melhorias de acessibilidade no campus e reforma da moradia estudantil, entre outras medidas que expandiriam as políticas de manutenção dos estudantes na universidade e ainda melhoria da qualidade educacional como a contratação de professores.

Portal CTB com agências

 

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