Atos contra Bolsonaro e o genocídio marcam o domingo de Belo Horizonte

Três atos contra o governo Bolsonaro, contra o genocídio, o racismo e o fascismo marcaram o belo domingo de céu de brigadeiro de Belo Horizonte



Três atos contra o governo Bolsonaro, contra o genocídio, o racismo e o fascismo marcaram o belo domingo de céu de brigadeiro de Belo Horizonte. O principal deles foi uma carreata contra o genocídio promovida pelo Coletivo Não Passará, criado há dez dias, que arregimentou dezenas de pessoas e entidades e acabou levando cerca de 200 carros para a carreata que partiu ao meio-dia da Praça da Bandeira, desceu a Avenida Afonso Pena rumo ao centro da cidade e terminou na Praça Duque de Caxias, no bairro Santa Tereza.

A carreata foi antecedida por um ato contra o genocídio promovido pelo grupo Médicas e Médicos pela Democracia, em solidariedade a seus colegas de trabalho no combate à covid-19. O evento reuniu dezenas de pessoas da área da saúde na Praça da Estação. Parte dos manifestantes depois seguiu para a Praça da Bandeira para se juntar à carreata.

Após a carreata foi a vez de uma passeata puxada pelo Antifas deixar a Praça da Bandeira e descer a Avenida Afonso Pena até a Praça 7, manifestação que o grupo pretende realizar a cada duas semanas, sempre aos domingos, contra o racismo e o governo Bolsonaro. O Antifas reúne torcidas organizadas de clubes de futebol, como o Atlético, Cruzeiro e América.

“Estamos todos de parabéns. A carreata foi um sucesso. Mas temos que ter muita clareza de nossas limitações. O que fizemos – e podemos e devemos fazer mais – foi mostrar para os movimentos sociais, para os sindicatos, para os partidos, que a pandemia, se nos limita, não nos impede de mostrar que estamos presentes. Inciativas semelhantes, e mesmo atos presenciais de expressão, com distanciamento social, são plenamente possíveis. Estamos fazendo nosso papel, limitado, mas importante. Precisamos que promovam e liderem os atos quem tem organização, força e competência para isso. Só mostramos que é possível, que não se justifica a letargia. Que venha o novo, que estejamos no meio dele!”, disse o jornalista e advogado Eduardo Campos, uma das lideranças do Coletivo Não Passará após a carreata.

A carreata contou com a participação do Coletivo da Educação, que reúne várias entidades de trabalhadores da área e de estudantes, como SINPRO, SINDIFES, UNE, UEE, DCE UFMG, DCE UCMG, DCE UNA, além da CTB, FENET e FETAEMG, assim como o Coletivo Alvorada.

Foto de Gorete Lopes



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