Semana termina com dólar em alta e previsão sombria da FGV: uma década de recessão

O dólar fechou em forte alta nesta sexta-feira (26), voltando a se aproximar de R$ 5,50, em meio a incertezas no exterior devido a persistentes dúvidas de investidores sobre a pandemia e seus efeitos econômicos e o receio de uma segunda onda nos EUA.

A moeda norte-americana subiu 2,34%, a R$ 5,4609. Na máxima da sessão, chegou a R$ 5,4930. Na semana, o dólar avançou 2,7%. Na parcial do mês, subiu 2,33%. No acumulado de 2020, tem alta de 36,19%.

Esta é a terceira semana consecutiva de alta do dólar, que já recuperou força depois de cair abaixo de R$ 5 no início do mês. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda de 2,2%. A instabilidade dá as cartas no mercado.

Economia em frangalhos

Segundo estimativa da Fundação Getúlio Vargas se a projeção de queda do PIB brasileiro feita pelo FMI (-9,1%) se confirmar, o Brasil terá uma retração média anual de 0,3% entre 2011 e 2020.

Será a primeira vez em sua história que a economia nacional registrará uma década com índice negativo de evolução do PIB. Algo bem pior que as chamadas décadas perdidas no último quartel do século 20.

Este retrocesso inédito será acompanhado de efeitos sociais dramáticos, especialmente para a classe trabalhadora, que tende a pagar o ônus maior da crise com desemprego, redução de salários e direitos.

O quadro de degradação do cenário econômico pode ser interrompido e revertido pela luta das forças progressistas contra o neoliberalismo e por um novo projeto nacional de desenvolvimento protagonizado pelo Estado.

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