IBGE divulga rendimento domiciliar per capita 2020

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (26) os valores dos rendimentos domiciliares per capita referentes a 2020, para o Brasil e unidades da federação, calculados com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU). Esta divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os novos critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

Os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por cada morador no mês de referência da pesquisa. O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares, em termos nominais, pelo total dos moradores. Esses rendimentos são calculados para cada unidade da federação e para o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da pesquisa.

Desigualdades

O rendimento nominal per capita no Brasil chega a R$ 1380,00, um valor relativamente baixo, revelador do estado de pobreza em que vive a grande maioria do povo. A média nacional encobre, porém, as fortes desigualdades sociais e regionais.

As classes não são homogêneas e têm diferentes rendimentos. A burguesia embolsa e gasta o equivalente a centenas de milhares ou mesmo milhões mensalmente por indivíduo. As chamadas classes médias também se apropriam de uma fatia da renda nacional relativamente bem maior do que a que cabe ao povão.

As desigualdades regionais também são gritantes. O Distrito Federal, que tem a população mais rica por este critério, tem uma renda nominal per capita equivalente a R$ 2.475,00, ao passo que a renda per capita no Maranhão, o mais pobre dos estados, ficou em míseros R$ 676,00 em 2020, um ano crítico marcado pela crise sanitária, a depressão econômica e o desemprego em massa. Conforme mostra a tabela abaixo, os estados do Norte e Nordeste em geral ficam com uma fatia menor do bolo da produção nacional, enquanto Sul e Sudeste são mais bem aquinhoados.

Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente, segundo as Unidades da Federação – 2020
Unidades da Federação Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente (R$)
Brasil1.380
Rondônia 1.169
Acre917
Amazonas852
Roraima983
Pará 883
Amapá893
Tocantins1.060
Maranhão676
Piauí859
Ceará1.028
Rio Grande do Norte1.077
Paraíba892
Pernambuco897
Alagoas796
Sergipe1.028
Bahia965
Minas Gerais1.314
Espírito Santo 1.347
Rio de Janeiro1.723
São Paulo1.814
Paraná1.508
Santa Catarina1.632
Rio Grande do Sul1.759
Mato Grosso do Sul1.488
Mato Grosso1.401
Goiás1.258
Distrito Federal2.475
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua – 2020.
Nota: As informações de rendimento utilizadas para o cálculo foram coletadas na quinta visita aos domicílios.

A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar trimestral que capta informações socioeconômicas e demográficas em cerca de 211.000 domicílios, em mais de 3.500 municípios do país. Desde março de 2020, devido à pandemia provocada pela Covid-19, a coleta das informações da PNAD Contínua, tradicionalmente realizada de forma presencial nos domicílios selecionados, passou a ser feita completamente por telefone.

A pesquisa abrange todo o país, exceto áreas especiais como aldeias indígenas, quartéis, bases militares, alojamentos, acampamentos, embarcações, barcos, navios, penitenciárias, colônias penais, presídios, cadeias, asilos, orfanatos, conventos, hospitais e agrovilas de projetos de assentamentos rurais ou setores censitários localizados em terras indígenas. As embaixadas, consulados e representações do Brasil no exterior também não são abrangidos pela pesquisa.

A PNAD Contínua tem como população-alvo os moradores em domicílios particulares permanentes. Não são investigados os moradores em domicílios particulares improvisados, isto é, aqueles que residem em edificações sem dependências destinadas exclusivamente à moradia ou em locais inadequados para uma habitação.

Fonte: IBGE

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