Debandada no Ministério da Economia reflete fracasso da política neoliberal

O secretário especial de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e o de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, pediram demissão na terça-feira, 11, elevando para seis o número de baixas da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, nas últimas semanas.

O próprio ministro classificou as saídas de “debandada”. Uma debandada que lembra ratos abandonando embarcações que naufragam e na verdade reflete o fiasco da política econômica do governo, comandada por Guedes, que prometendo o equilíbrio fiscal vai legar em 2020 um déficit público recorde, superior a R$ 700 bilhões, o que pode fazer a relação dívida/PIB ultrapassar a casa dos 100% pela primeira vez na história.

Além disto, a política de Guedes, subordinada aos interesses dos banqueiros, contribuiu para acentuar a estagnação da economia brasileira, o aumento do desemprego, da informalidade e da precarização das relações trabalhistas.

Apesar do fracasso, o ministro de Bolsonaro insiste na manutenção do dogmatismo fiscal que está sufocando a economia e já avisou Jair Bolsonaro de que o fim do teto dos gastos públicos impostos pela Emenda Constitucional 95 pode “levar ao impeachment”, como ocorreu com Dilma Rousseff.

Parece tão óbvio que este caminho vai eternizar a crise econômica que até o governo está dividido a respeito, com muitos alertando que sem a ampliação dos gastos e investimentos públicos bem além do teto previsto a economia continuará patinando e, neste caso, Bolsonaro poderá sepultar a esperança de reeleição.

Como a reeleição e a possibilidade de impeachment são as principais preocupações do presidente da extrema direita estão em queda no mercado as apostas de que Paulo Guedes continuará por muito tempo no cargo.

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