Comércio varejista cai 16,8% em abril, o maior tombo da série histórica

Informações do IBGE, divulgadas nesta terça (16) dão conta de que o comércio varejista despencou 16,8% em abril. É a maior queda da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio do instituto, iniciada em 2001. A taxa negativa do varejo ampliado, que inclui a comercialização de veículos e materiais de construção, no mês em questão foi ainda maior: -17,5%.

O comportamento das vendas reflete o acentuado declínio da renda dos brasileiros aliada ao isolamento social imposto para reduzir os impactos da pandemia do coronavírus, que obrigou muitas lojas a fecharem as portas.

O mês de março também foi encerrado com sensível declínio das atividades comerciais. Espera-se para maio um novo desempenho negativo. É mais um sinal de que a recessão já teve ingresso e deve prosseguir a ponto de produzir neste ano a maior queda do PIB já registrada na história brasileira.  

Dados do IBGE também indicam aumento de 1 milhão no número de desempregados em maio. Do total de trabalhadores ocupados, 17,2% foram afastados e 13,2% trabalharam remotamente.

Segundo o instituto, 17,7 milhões de brasileiros que não estavam empregados na última semana de maio deixaram de procurar emprego por causa da pandemia. Somando este contingente ao de desempregados, chegou a 28,6 milhões o total de pessoas que enfrentaram algum tipo de restrição para ingressar no mercado de trabalho brasileiro em maio “seja por falta de vagas ou receio de contrair o novo coronavírus”, conforme destacou o IBGE.

A inoperância do governo da extrema direita, temperada pelo dogmatismo neoliberal, contribui para agravar a crise tanto em sua dimensão sanitária (com o Brasil na ultrajante posição de 2º colocado no ranking mundial de mortos pela Covid-19 devido à irresponsabilidade de Jair Bolsonaro) quanto econômico. O tombo previsto para o PIB brasileiro pela OCDE também é maior que a média mundial e um dos maiores do globo. Pode chegar a 9,1%.

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