Bancos escondem lucro oficial com superdimensionamento de Provisões de Devedores Duvidosos

Uma análise mais apurada sobre a queda nos lucros dos bancos privados, que vem sendo alegada como efeitos da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, afirma que os bancos escondem o lucro oficial com o aumento de Provisões de Devedores Duvidosos.

As instituições financeiras estão superdimensionando as chamadas Previsões de Devedores Duvidosos (PDDs), em que parte considerável dos ganhos é transferida para os bancos se resguardarem de um possível crescimento na inadimplência.

Por conta disso, o Bradesco, segundo maior banco privado do país, anunciou nos primeiros seis meses deste ano uma queda de 40,1% do lucro recorrente no segundo trimestre de 2020 na comparação anual. Ao mesmo tempo, o Bradesco também reforçou o volume de suas provisões R$ 8,89 bilhões no segundo trimestre, uma alta de 155% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o Santander, fez uma reserva de R$ 10,4 bilhões para cobrir possíveis calotes que reduziu o lucro de R$ 7,749 bilhões para R$ 5,989 bilhões. Sem a PDD, a queda passaria a ser computada como crescimento de 8,8% do lucro no período.

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