Auxílio emergencial reduz pobreza extrema no Brasil

Graças ao auxílio emergencial de R$ 600,00 mensais per capita o número de brasileiros e brasileiras que vivem na extrema pobreza, com renda inferior a US$ 1,90, caiu consideravelmente em junho deste ano comparativamente ao mês anterior, de 8,8 milhões para 6,9 milhões, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGF).

O levantamento mostra que 3,3% da população vivia em junho com renda domiciliar per capita de US$ 1,90 por dia. Em maio, índice era de 4,2%. Isto reverteu a tendência de crescimento da extrema pobreza que vinha sendo observada ao longo do governo Bolsonaro.

O presidente da extrema direita está procurando capitalizar a situação e sua popularidade vem aumentando entre os brasileiros contemplados pelo benefício. Mas a verdade é que ele e o ministro da Economia, Paulo Guedes, foram contra a renda emergencial, que foi aprovada no Congresso num processo que teve participação decisiva das centrais sindicais. Guedes acenou com uma esmola de R$ 200,00, mas foi atropelado pelo Parlamento.

Agora a luta é pela prorrogação do benefício pelo menos até 31 de dezembro, assim como do seguro-desemprego, conforme sugestão do movimento sindical. Jair Bolsonaro e Paulo Guedes não querem, mas se passar no Congresso vão procurar faturar politicamente. O oportunismo e a exploração da ignorância e boa fé alheia é caraterístico do bolsonarismo.

Abrangência do programa

Conforme informações do IBGE, cerca de 29,4 milhões de domicílios brasileiros (43% do total) receberam, em junho, algum auxílio emergencial relacionado à pandemia, que tem por objetivo fornecer proteção social no período de enfrentamento da crise causada pelo novo coronavírus. Isso corresponde a mais 3,1 milhões de lares beneficiados, na comparação com o mês anterior. Os dados são da PNAD Covid-19 mensal.

Em junho, quase metade da população (49,5%), cerca de 104,5 milhões de pessoas, viviam em domicílios em que, pelo menos, um morador recebeu auxílio. “Direta ou indiretamente, esse contingente pode ter sido beneficiado com auxílio”, disse o diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, acrescentando que foram distribuídos R$ 27,3 bilhões de reais, sendo que metade da população brasileira, formada pelos estratos mais baixos de renda, recebeu 75,2% das transferências.

Compartilhar: