Arrecadação caiu 32,9% em maio

A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou queda real (descontada a inflação) de 32,92% em maio, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (23) pela Secretaria da Receita Federal.

O dado reflete os efeitos da recessão em curso e o adiamento do pagamento dos impostos na pandemia. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, a protelação do pagamento é o maior responsável pela queda na arrecadação de maio.

Pandemia

Por causa da pandemia, o governo federal fez alterações no prazo de recolhimento de impostos que teria reduzido a arrecadação de maio em cerca de R$ 29,9 bilhões.

Malaquias destacou ainda a redução para zero do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que impactou a arrecadação de maio em R$ 2,351 bilhões.

Em maio de 2020, a arrecadação somou R$ 77,415 bilhões. No mesmo mês do ano passado, ela foi de R$ 113,278 bilhões.

De acordo com dados da Receita Federal, o resultado foi o pior para meses de maio desde 2005, quando somou R$ 76,178 bilhões. Os valores foram corrigidos pela inflação.

Expansão monetária

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda de acordo com a Receita Federal, a arrecadação somou R$ 579,708 bilhões, com queda real de 11,93% frente ao mesmo período do ano passado.

A queda da receita torna mais urgente a necessidade de medidas mais ousadas como a impressão de dinheiro, recomendada por muitos economistas, para os quais a expansão monetária não despertaria a inflação, tendo em vista que predomina no momento a deflação, decorrente da recessão econômica.

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