Cordel destaca os 45 anos da morte do Comandante Che Guevara

Confira abaixo o cordel criado por Francisco Batista Pantera* em memória dos 45 anos da morte de Che Guevara.

45 anos sem o Comandante Che Guevara

Todo ser humano tem seu papel na história
Queira, ou não queira ele está nesta obra de arte
A história é feita por milhões
Cada um fazendo sua parte.
Porém, o comandante Che Guevara
Pra os revolucionários latinos foi um caso a parte.

Homem guerreiro
Sua pátria mãe é a Argentina
Seu grito de liberdade
Encantou o mundo e a América Latina
Um comunista convicto
Sem temer o perigo, o medo ou a ruína.

Simples, humilde
Era homem de atitude
Ousado, corajoso
Bravura de juventude
Combater as injustiças socais
Era sua maior virtude.

Identificava-se com a luta dos povos
Gostava muito de poesia
Quando muito jovem
Apaixonou-se pela filosofia
Construir o socialismo
Era sua ideologia.

Com o Comandante Fidel
Fez a revolução
Libertaram a ilha de Cuba
Das garras da opressão
Derrotaram o império americano
Com o povo de arma na mão.

Após a revolução
Em Cuba não ficou
Era ministro
Quando o cargo ele deixou
Espalhar pelo mundo inteiro
A experiência que ali se iniciou.

Temos que endurecer
Sem perder a ternura jamais.
Jamais se ajoelhe
A um senhor ou capataz
Faça a revolução
Contra as injustiças sociais.

Quem não luta pelo seu direito
Não merece tê-lo
Quem não luta pela sua pátria
Por ela não tem zelo
É um pobre de espírito
Um alienado do dedo do pé ao cerebelo.

Não tenha medo
De defender a verdade
Não seja egoísta
Canalha, injusto e covarde
Não seja subserviente
Tolerante com a impunidade.

Não tem pátria
A luta libertadora
Onde o capitalismo impera
Está a máquina opressora
Criando grandes impérios
As custas das classes trabalhadoras.

Nas mãos dos capitalistas
Estão os meios de produção
As terras, as fábricas, os bancos
Os grandes meios de comunicação
E os poderes do Estado
Pra manter a opressão.

Na sociedade capitalista
Você é sempre conduzido
A aceitar tudo calado
Alienado, consumista e induzido
Um perfeito idiota
Pelo sistema produzido.

O capitalismo é a guerra
A violência reacionária
Contra a fome e a miséria
Só a violência revolucionária
Assim era Guevara
Na sua luta libertária.

O trabalhador tem que unir
A luta do campo e da cidade
Combater a injustiça
Contra qualquer impunidade
Construir o socialismo
Como futuro da humanidade.

No campo:
A luta pela reforma agrária
Nas cidades:
Contra a opressão proletária
Unindo a foice e o martelo
Está feita a unidade revolucionária.

Enquanto existir
O selvagem do capitalismo
Existirá a guerra provocada
Pelo maldito imperialismo
Saquear as nações pobres
Espalhar o terrorismo.

Derrotar o imperialismo
E sua falsa democracia
Liberdade só pra os afortunados
E a grande burguesia
Defender o socialismo
É defender independência e soberania.

Expor-se ao veredito das massas
É qualidade do revolucionário
Se beneficiar mais do que o resto do povo
É sentimento do burguês reacionário
O espírito de sacrifício, camaradagem e amor a pátria
É principio, é valor de um proletário.

Era 9 de outubro de 1967,
Nas selvas bolivianas
Morria Che Guevara
Por mercenários apoiados pela CIA americana
Tombava um revolucionário
Genial da raça humana.

O comandante Che Guevara
Foi a expressão maior de uma rebeldia
Pela causa socialista
Desafiou o ‘‘Xerife’’ da Guerra Fria
O guerrilheiro revolucionário não morreu!
Seu sonho libertário está na ordem do dia.

* Francisco Batista Pantera é professor, jornalista, poeta e presidente da CTB-RO.

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