Vaccari, preso político de Moro, sai da cadeia com a consciência limpa e a cabeça erguida

A juíza Ana Carolina Bartolamei Ramos autorizou nesta sexta-feira (6/9) que o ex-tesoureiro do PT  João Vaccari Neto passe a cumprir pena em prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica. Vaccari já deixou a prisão e voltou para casa.

Ele foi recebido com festa em Curitiba por militantes do PT, sindicalistas e outros partidos e organizações de esquerda.

O Ministério Público já havia dado parecer favorável ao pedido da defesa, feita pelo advogado Luiz Flávio Borges D’Urso.

Na decisão, a magistrada ressalta que a progressão natural de regime seria ir ao semiaberto, mas que o sistema prisional não tem vagas suficientes. Desse modo, a domiciliar com monitoramento se torna a opção mais viável.

“A implantação do regime semiaberto harmonizado se revela mais eficiente tanto ao Estado quanto ao reeducando, inclusive porque atende os princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da individualização da pena, em detrimento à constante violação de direitos fundamentais”, afirma a juíza.

No dia 29 de agosto, o juiz Ronaldo Sansone Guerra, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, concedeu indulto a Vaccari. A decisão veio depois de o réu ser beneficiado pelo indulto natalino assinado pelo então presidente Michel Temer (MDB), em 2017, que reduziu em 24 anos a soma das penas do petista.

Com isso, Bartolamei Ramos considerou que, com a extinção dessa condenação, restava ao ex-tesoureiro apenas seis anos e oito meses de pena, com direito de cumprimento no regime semiaberto.

Sindicalista originário da categoria dos bancários, Vaccari foi tesoureiro da CUT e depois do PT. É mais um preso político da Lava Jato, contra o qual o próprio juiz Sergio Moro afirmou não ter encontrado nenhum indício de enriquecimento ilícito ou favorecimento pessoal, embora lhe tenha imputado a acusação de corrupção passiva.

Vaccari,  na condição de tesoureiro do PT, administrou o Caixa 2 da campanha, algo comum senão a todos certamente à maioria dos partidos com representação no Congresso Nacional. Mas só Vaccari foi preso e permaneceu encarcerado desde abril de 2015, numa prova a mais da odiosa perseguição política movida pelo ex-juiz Sergio Moro na conspiração golpista da Lava Jato.

A intenção maquiavélica de Sergio Moro, que pouca diferença tem de um torturador, era forçar uma delação premiada do ex-tesoureiro, tal como arrancou do ex-ministro Antonio Palocci Calabar. Mas, diferentemente de Paloci, Vaccari manteve a honra, suportou estoicamente a prisão injusta e sai da cadeia de cabeça e erguida e consciência limpa.   

Com informações da Conjur

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