Tímida recuperação da indústria já é uma vitória, diz economista do Dieese

 

Após um período de queda, a produção industrial brasileira voltou a crescer em julho, segundo o IBGE. A alta de 0,7%, comparada com junho, pode não ser um número muito expressivo, mas só o fato de não registrar uma queda já foi uma vitória, segundo José Silvestre Pinto de Oliveira, economista do Dieese.

Pode significar o começo de uma lenta recuperação do setor, tendo em vista que o segundo semestre tem produção historicamente superior ao primeiro, mesmo com o aumento dos juros, da inflação e da diminuição do consumo da família.

Entre os segmentos industriais destacou-se em julho a produção de Bens de Capital, medida de investimento, que avançou 16,7% sobre junho, interrompendo quatro meses seguidos de queda.

Segundo ainda o IBGE, as principais influências positivas vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, alta de 44,1% e veículos automotores, reboques e carrocerias, alta de 8,5%.

Neste ano, a produção industrial acumula queda de 2,8%, sendo que em 12 meses registra perda de 1,2%. Tendência natural considerando ano de copa e eleições, que afetam diversos setores de forma diferente.

José Silvestre diz que é muito cedo para saber as consequências para os trabalhadores, mas acredita que o cenário deve se estabilizar nos próximos meses.

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